Mostrando postagens com marcador Videos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Videos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Show do Pearl Jam em São Paulo com Raios e Chuva!




14 de Novembro
Turnê 2015 dia #10, São Paulo dia #4




Dia de show do Pearl Jam!

Apesar de ser dia de show, resolvemos na noite anterior que iriamos aproveitar a parte da manhã para fazer alguma coisa ‘diferente’, os dias em São Paulo definitivamente não estava combinando nem um pouco com a nossa veia turística.
Olhei agora os horários em que as fotos foram batidas e vi que as 10 horas da manhã estávamos na estação Butantã do metrô, as 11 estávamos tomando o café da manhã no Mercado Municipal – já falei antes e volto a repetir: o Pablo deve ter adora a estadia gastronômica em São Paulo :)
fizemos a tour pela ‘25 de Março’ como todo e qualquer bom louco por compras e antes das 13:00 horas já estávamos em casa novamente.



O Show




Chegamos as 3 da tarde no estádio do Morumbi. Lá no início das nossas organizações para os shows (depois que descobrimos que Pablo poderia sim entrar no show da Argentina), quando decidimos que no show de São Paulo Eu iria só e Adelana e Pablo ficariam em casa, não imaginávamos que teríamos uma amiga em uma pousada no mesmo quarteirão do estádio. E o melhor: de lá dava para ouvir o som da banda e ver parte da arquibancada.
Após estacionar o carro, por uma bagatela de 100 reais, fomos direto na pousada que Luzia e Gloria estavam (Luzia e Gloria são do Rio de Janeiro e estavam conosco em Buenos Aires) e de lá acompanhamos uma minúscula passagem de som da banda.
Adelana e Pablo ficaram, Eu segui para o estádio com Danilo, Luzia e Gloria.




O Sol naquela tarde estava derretendo qualquer cuca tranquila. Engraçado é que nos 6 shows que fui até então (falta incluir Brasília a essa contagem), tirando Buenos Aires 2013 (que fomos no fim da tarde) nenhum outro aliviou com o calor na hora da chegada, e olha que nessa lista incluo Curitiba, que é historicamente fria.  A entrada no estádio foi tranquila e apesar das filas longas, nada de apertos ou empurrões. Lá dentro a expectativa tradicional disfarçada/fantasiada de fotos do palco, cerveja que se vai em 3, 4 goles, o senta e levanta insistente, a bexiga que enche quando o palco já está montado e som chegado, a boa conversa com estranhos que, igualmente a você, estão em terras estranhas.



Não houve banda de abertura no show de São Paulo (diferente de Buenos Aires).
A banda subiu ao palco as 20:45 (45 minutos de atraso) e as 3 primeiras músicas (tradicionalmente calmas) foram daquelas que você não imaginava que poderia rolar ou fazem parte daquelas que você as adiciona em um set list imaginário. ‘Long Road’ abriu o show (essa é uma das músicas incríveis do Pearl Jam que NÃO estão em nenhum cd oficial) e por uma – feliz - coincidência de datas, em 2013, quando também assisti ao show em São Paulo sem a Adelana, imaginei cantando o refrão dessa música: ‘I have wished for so long, how i wish for you today’ (‘Eu desejei por tanto tempo, como Eu desejei por você hoje”), pois naquele ano a música não veio, e agora, tudo se repete e a música toca na abertura do show :)

Em seguida mais uma com o carimbo ‘Lado B’ de qualidade ( Of The Girl) para em seguida surgir uma das ‘top 5’ quando o assunto é ‘Meu set list preferido’: ‘Love Boat Captain’.


Sensação bacana a de quando você entende claramente o que uma música quer passar, e essa ‘explicação’ não vem de você ou outro alguém, mas sim de quem a escreveu – e o melhor de tudo é que aquilo explicado é justamente o que você entendeu quando a ouviu pela primeira vez.
Antes de LBC ser tocada naquela noite, Eddie Vedder leu um texto (em português) relatando o os tristes episódios promovidos por terroristas no dia anterior em Paris, várias pessoas foram assassinadas em um massacre às escuras, onde qualquer um poderia ser o alvo... e enquanto ele discursava, Eu imaginei que a música a seguir poderia ser Love Boat Captain, e foi o que aconteceu.
LBC fala abertamente de amor, e relembrando uma tão famosa música dos Beatles, uma das frases marcantes de Love Boat Captain diz: “Isso já foi cantado, mas nunca é demais dizer, tudo que precisamos é de Amor”. Além de eleger o Amor como algo a que todos devem acreditar, LBC também carrega em seus versos a lembrança do pior episódio na carreira do PJ, quando 9 fãs morreram esmagados no início de um show da banda na Dinamarca (em 2000). A letra diz mais ou menos assim: ‘É uma arte conviver com a dor, mistura de luz e cinzas, perdemos 9 amigos que nunca conheceremos, 2 anos atrás. E se nossas vidas se tornarem longas demais, isso nos fará sentir mais culpa?’ (no show de SP, Vedder trocou o ‘9 amigos’ e ‘Dois anos atrás’ por ’90 amigos’ e ‘Hoje, de novo’, deixando claro a dedicatória da música para as vítimas em Paris.

Sobre os ‘9 amigos que nunca conheceremos’, vejo o quanto foi bem colocado a palavra ‘amigo’ ao invés de ‘fãs’, pois é fascinante a maneira como os fãs do Pearl Jam ao redor do mundo se comunicam/entrelaçam/convivem. Seja em uma simples, mas segura dica pela cidade a que o fã distante vai visitar, seja no estar ao dispor de ajudar a apresentar lugares ou comprar a briga com uma empresa situada em seu país que não quer entregar o ingresso a um fã estrangeiro, seja sentar no bar e rir ao aprender palavras de outro idioma ou do sotaque diferente do seu próprio país, seja ao comprar de outro fã, mesmo com risco de ser enganado, o ingresso de um show que você vai em outro continente... tudo isso acima só é possível porque a palavra usada não deve ser taxada simplesmente de ‘fã’, mas sim ‘amigo’.



Vídeo do youtube, Love Boat Captain com discurso do Eddie no início

Para Adelana :)

Voltando ao show... após as 3 baitas músicas, vem uma sequência matadora de 7 músicas para levantar todo mundo, entre elas: ‘Hail, Hail’, com seus versos que foram parar nas costas da Adelana :) que pena não termos conseguido ouvi-la mais uma vez juntos, como foi em Buenos Aires 2013.

Após as 10 primeiras músicas, surge ‘Lightning Bolt’... e aqui o show toma um outro rumo.

‘Lightning Bolt’, que fala em um raio que vem das alturas procurando um lugar para pousar, parece que fez com que alguém no céu entendesse o recado e raios (trovões, vento forte e chuva) surgiram inexplicavelmente durante o rolar da música. Foi algo quase que surreal e a concordância com que tudo estava acontecendo parecia cena de filme. O vento forte fez com que os canhões de luzes suspensas que eram controlados por pessoas ou o grande painel atrás do palco fossem perigosamente movimentados de um lado a outro. Resultado? Os operadores dos canhões desceram e o painel foi desmontado. Isso tudo demorou uns 10 minutos (ou mais), durante esse tempo a chuva veio com força (vale lembrar que no primeiro show que Lightning Bolt foi tocada, em Chicago 2013, o show foi paralisado por infinitas 2 horas por causa dos raios daquela noite).
A chuva deu uma trégua, a música Eldery Woman Behind The Counter in a Small Town foi adicionada ao set list, com o Ed a tocando apenas no violão enquanto a produção cobria alguns instrumentos.

 
Vídeo do youtube. Repare no raio aos 1:36 e no vento que levanta o painel aos 2:07

A partir dali o show seguiu, mas as músicas estavam mais ‘colocadas’ umas nas outras. Vale lembrar que shows no estádio Morumbi tem hora marcada para acabar por causa de problemas antigos na região. No caso, some aí a questão do show ter começado atrasado (20:45 horas), mais a parada para manutenção/proteção dos equipamentos e uma banda que insiste em tocar por 3 horas, chegaremos facilmente ao limite estabelecido por lei no local: meia noite!

Além das músicas que resolvi dar um destaque acima, não posso deixar de citar ‘I Am Mine’, à sequência repetida de Buenos Aires: ‘Footsteps’ e ‘Imagine’ (John Lennon). E lamentar o corte de ‘Indifference’ do set list original.

Diferente do show de 2013 na mesma São Paulo, esse de 2015 foi muito melhor. Infinitamente melhor. Aqui algumas canções me arrancaram lagrimas, sendo que eu nem preciso citar quais foram, basta ler o texto.
E mais uma vez senti a falta da Adelana, da mesma forma que em 2013.




Fim de show mais uma vez. Me encontrei com o Paulo, tomamos uma cerveja enquanto saiamos do estádio e relembrávamos uma ou outra situação do show.
Saí feliz do estádio, como em todos os outros shows do Pearl Jam e parece que essa é uma ‘sina’. A sensação que tenho é que em apenas alguns shows musicais você consegue se divertir mesmo que não conheça muito a banda e acredito que o Pearl Jam seja uma dessas.


Hora de ir embora, em 3 dias teríamos mais um show pela frente, dessa vez seria em Brasília, e o melhor: Adelana iria também \o/






Set List, Poster, Aúdio e Playlist do show para ouvir


Nesse set list rolou algumas mudanças, Indifference foi riscada (literalmente)  e Setting Forth foi esquecida, contra isso, 'Small Town' e All Long The Watchtower (Bob Dylan) foram adicionadas, mas não estão incluídas na foto oficial. Ao todo foram 33 músicas.  





Estranho. Confuso. Bonito. Tudo isso ao mesmo tempo. Vai pra moldura!


Sobre o Aúdio original do show, em breve link para download :)


Abaixo um playlist que criei no Spotify com as músicas que rolaram no Morumbi. Vale lembrar que Imagine (John Lennon) e All Long The Watchtower (Bob Dylan) estão com versões originais \0/








sábado, 5 de dezembro de 2015

Dois pelo preço de um em São Paulo

12 e 13 de Novembro
Turnê 2015 dias #8 e #9, São Paulo dias #2 e #3


Já falei em outro texto, mas não custa nada repetir: a turnê já terminou (infelizmente) há uns dias – por sinal, hoje, dia 5 de dezembro, faz um mês que embarcamos numa das mais incríveis de nossas viagens.
Enfim... voltando ao texto...
Igualmente aos outros relatos dos dias dessa turnê, nesse (s) também dei uma olhada nas fotos tirada no (s) dia (s) para dar uma colherzinha de chá para a minha memória... e o engraçado é que os dias em São Paulo foram tão parecidos – com seus engarrafamentos, padarias/restaurantes/fastfoods com alimentos que não estão à altura do pago, com a mistura de raças que se multiplicam e preenchem todo e qualquer metro quadrado, com os tantos verdes pelo caminho, mas não noticiados na Tv...
Os dias foram parecidos e com poucas imagens ou vídeos.


Dia 12 começou com a gente indo ao aeroporto (Congonhas) buscar o Sandro que havia chegado (do show de Porto Alegre e ia ficar com a gente). De lá fomos tomar café (ou almoçar?) no McDonalds (Pablo deve ter adorado essa dieta).



Posso seguir detalhando o dia, mas o certo é que andar de carro em São Paulo definitivamente só em ultimo caso. Isso é fato. Se perde muito tempo com idas e vindas (ou tentativas de ir e vir).


Quando colocamos os pés no chão e saímos caminhando com o vento batendo de frente, sentimos (após mais de 24 horas estando na capital paulista)  que enfim havíamos chegado a cidade... com seu cheiro, os celulares que tomam a atenção de todos, o comercio que tudo tem, o metrô que funciona.
Fomos Eu, Adelana, Pablo e Sandro nesse passeio. Local escolhido: Galeria do Rock. Lá escolhemos tudo com o nome ‘Pearl Jam’ escrito (Chaveiro, Relógio, Caneca, Luminária...). De lá fomos nos encontrar com a Patty e ela nos levou em uma restaurante próxima a Av Paulista. Ali talvez tenha sido a ‘contra mão’ dos lugares que fomos em SP, um lugar bem confortável, com preços idem e comida boa e farta. Durante o tempo que ficamos lá, apareceram Gi e Paula (essa, com o tamborim dado por Eddie Vedder a ela no show de Porto Alegre).



Após papos, risadas e boa comida, seguimos a pé até o hotel onde a banda estava hospedada. Lá, umas 35 pessoas aguardavam o mesmo: alguém da banda aparecer. E diferente de Buenos Aires, que também ficamos em frente ao hotel, em São Paulo não tínhamos para onde ir e além de tudo, já era noite.

Pablo mais uma vez ficou tranquilo a espera, com seu celular ensinando as meninas a jogar um jogo ou outro. O tempo passou, a Fê chegou por lá, um tempo depois foi a vez do Danilo.

Quando já pensávamos em ir embora, Mike (sempre ele) surgiu e fez a alegria de todos.

Fomos embora, amanhã é dia 13 \o/



Manhã do dia 13, Sandro estava conosco e quase era devorado pelo gato (!) do Danilo no amanhecer do dia. O cefé da manhã dessa vez não foi no McDonalds, mas sim numa padaria :) e para não fugir a regra: tome engarrafamento! E como já havíamos acordado tarde, perdido um mundo de tempo no carro e Sandro era um dos votos para irmos ao hotel, esse dia em SP tava com cara de ser bem parecido com o anterior...





A estada no hotel ( O_0 ) foi interessante, com direito a bons bates papos, reencontramos algumas pessoas, conhecemos outras tantas. Camelo e Fê se juntaram a nós, além de Fabio (um conhecido nosso de Fortaleza e que toca em banda cover do PJ) que chegou já no finzinho.

Naquele dia conseguimos autógrafos e sorrisos de Mike (sempre ele), Matt e Jeff. Foi legal a contagem do Pablo com os autógrafos na camisa dele, falando a todo instante quem eram os que faltavam.

Saímos de lá ainda com sol sobre nossas cabeças e fomos almoçar em um restaurante próximo de casa. Pontos altos do restaurante: espaço kids para o Pablo não esquecer que é uma criança e a banda que tocou lá.



Voltamos para casa com um vento muito forte soprando, além de raios cortando o céu, parecia cenas de filmes de sexta-feira 13 (opa, espera aí...era uma sexta feira 13!). A chuva estava anunciada.


Nessa noite, véspera de chuva, Sandro saiu meia noite e foi para a fila do show. Até hoje acho que ele saiu com medo do gato (!).

Até amanhã, dia de show!
Esse sim, um dia totalmente diferente e sem necessidades de fotos para lembrar :)








sábado, 28 de novembro de 2015

Repeteco de dia, mas com Sol


10 de Novembro
Turnê 2015 dia #6, Buenos Aires dia #6 




 Antes de escrever sobre o dia 10, passei uma olhada sobre as fotos desse dia e percebi que os lugares visitados acabaram sendo os mesmos do dia 9. Mas como assim?



O dia anterior havia sido bem peculiar, visitamos os lugares desejados, mas não da forma que imaginávamos... além da chuva ter nos ‘expulsado’ da Floralis Generica, o inicio dela também fez com que interrompêssemos as compras no Caminito. Resultado? Esses dois lugares estavam novamente na lista de visita.


Saímos a pé em direção ao Teatro Colón e lá pegamos o ônibus de turismo. A passagem pelo Caminito foi mais longa que imaginávamos, mas dessa vez não almoçamos por lá.

Descemos próximo a Galeria Pacifico e resolvemos almoçar por ali próximo. O restaurante que escolhemos não tinha wi-fi, mas sim uma carne com o brasão de pecado da gula de qualidade. Escrevi e salivei. Sério!


Descemos até o hotel e deixamos lá um mundo de compras e saímos novamente para o Floralis! E ali sim tivemos um fim de tarde sem presa, como nativos da capital portenha que vão ao parque mais próximo da cidade e ficam por lá durante o pôr do sol.






Saímos já no ‘escuro’ do parque (das nações unidas) e fomos até um StarBucks Coffee próxima, quando chegamos lá descobrimos que estávamos com pouco Pesos argentinos e sem cartões de credito e lá na ‘lanchonete’ não aceitava Real :(
Voltamos com o ‘rabinho entre as pernas’.

o tempo havia passado, já era noite e já estava na hora de mais uma vez voltar ao hotel. E aquela vez foi a última da viagem.








quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Dia de turistas com chuvas e raios em Buenos Aires


9 de Novembro
Turnê 2015 dia #5, Buenos Aires dia #5 


Primeiro dia que nos vestimos de turistas \o/




Ainda na noite anterior decidimos que o dia 9 de Novembro (segunda-feira) seria um dia para ‘turistar’ e foi isso que fizemos. Resolvemos rodar pela cidade a bordo do ônibus para turistas (daqueles de dois andares que não tem ‘teto’ na parte superior). De antemão asseguro a você que pensa em ir a Buenos Aires que o ônibus é um serviço bacana pois são vários fazendo a mesma linha e quando você compra o ingresso (24 ou 48 horas), você pode sim descer em estações determinadas pela cidade e subir em outro (o tempo entre um e outro é de aproximadamente 20 minutos). As estações costumam estar em pontos turísticos ou estratégicos.


O embarque é próximo ao Obelisco e a primeira parada escolhida por nós foi no bairro La Boca (Caminito e estádio do Boca Juniores). Descemos em frente a La Bombonera e de lá seguimos por uns 4 quarteirões até o Caminito. O bairro La Boca é residencial, com ruas estreitas e com fezes de animais na calçada. Carros velhos estacionados (alguns deles com jeitão que há anos estão ali) deixam o bairro com uma cara bem retrô, isso sem citar a arquitetura.




Chegamos no Caminito com um sol forte, mas como em um passe de mágica, uma chuva o escondeu e começou a cair um mundo d’agua, com direito a raios e trovões de cinema. A chuva veio justamente quando estávamos terminando o nosso almoço... deixamos o Caminito para trás, pegamos novamente o ônibus e fomos rumo a Floralis Generica.

A rosa de ‘ferro’ estava fechada quando chegamos lá, talvez tenha sido culpa da chuva. Não estava chovendo, mas o vento frio e os repetitivos raios rasgando o céu fez com que nós não demorássemos por lá. A chuva estava dando sinais claros que chegaria e precisaríamos urgente um local para nos proteger, local escolhido?
Hard Rock Café \o/
O visual é um dos pontos altos do Hard Rock, os 3 andares e ambientes nos faz imaginar aquilo lotado e como deve ser bacana curtir aquilo dessa forma.

Diferente de 2013, dessa vez ficamos no 2º andar (por ser uma segunda-feira, acredito que eles preferem não utilizar os 3 andares – no andar ‘térreo’ fica uma loja com vários objetos e roupas caras), e é justamente no 2º andar que se encontra o palco... e não é que estava rolando umas bandas? Durante o tempo que ficamos por lá, 2 subiram ao palco para o tocar o bom e velho Rock \0/

Do local que estávamos podíamos visualizar o exterior do local, a chuva estava usando todas as suas forças e os raios seguiam fortes, iluminando rapidamente paredes e ruas.


Saímos de lá pós chuva, já era noite e de lá seguimos no ônibus de turismo - que deixa de rodar só as 22:00 horas.

Estávamos chegando então ao fim de mais um dia da turnê, a chuva talvez tenha nos deixado mais tempo interno do que imaginávamos, mas foi sem dúvidas um dia muito bacana :)











Leia também:
Buenos Aires, 3º dia (texto de 2013)
Buenos Aires, 4º dia (texto de 2013)





P.s. Esse 9 de Novembro, tão especial como todos os outros de minha vida, aniversário do meu Pai! \o/ Parabéns! 









quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Olá Mike, Olá Matt, senta aqui com a gente, vamos passar a tarde aqui


8 de Novembro
Turnê 2015 dia #4, Buenos Aires dia #4 


O dia pós show foi, provavelmente, o mais curto de toda a viagem – ou teria sido o mais longo?

A euforia, psicológico, horas em pé e mais alguns motivos nos fizeram acordar um pouco mais tarde naquela manhã de Domingo, o Sol em Buenos Aires fazia jus ao dia e brilhava forte sobre nossas cabeças e apesar de todos os motivos disponíveis para uma tarde de passeios, resolvemos ficar em frente ao hotel da banda. Na verdade, o objetivo inicial seria um período por lá e depois seguir para a região do Palermo e seus inúmeros bosques, mas não foi o que aconteceu.




Chegamos no Four Season (Hotel) por volta de 12:30 pm, nos juntamos a outras 30 a 40 pessoas que estavam lá em busca do mesmo que nós. Tudo muito bem organizando com uma grade demarcando o espaço de nós fãs e garantindo o vai e vem dos hospedes do hotel...eis que um tempo após estarmos lá surge Mike McCready, guitarrista do Pearl Jam. Muito atencioso, foi para uma das pontas da grade para começar o festival de autógrafos e mini bate papos.
McCready começou justamente no lado em que nós estávamos...



Ele avistou o Pablo pendurado em minhas costas e estendeu a mão a ele, enquanto isso o falei sobre o primeiro show do Pearl Jam do Pablo na noite anterior e falei sobre um grupo de fãs do Brasil que fazíamos parte e que juntos tínhamos feito camisas para todos da banda... nesse momento ele me perguntou: ‘Onde estão as camisas?’
Fiquei com cara de taxo e disse que estavam no Brasil e quando chegássemos lá (aqui no Brasil, no caso), iriamos procurar algum deles para entregar. O papo foi rápido, coisa de 20 segundos, mas a maneira como ele deu atenção para ouvir o que Eu estava falando foi de uma simpatia ímpar.
Após esse pequeno dialogo Mike continuo a dar autógrafos e ter pequenas inesquecíveis conversas com os que estavam lá.



(Um jogo estava rodando em segundo plano no celular que estava gravando, por isso essa trilha sonora)





Interessante é que após uns 20 minutos chegaram duas garotas nessa ponta da grade em que estávamos e após ouvir a gente conversando, elas perguntaram se éramos do Brasil e daí começou a puxar assunto... elas perguntaram se alguém da banda já tinha saído, falamos que o Mike tinha sim descido há um tempo e que tinha falado com todos... daí que quando olhamos para toda extensão da grade avistamos o Mike que AINDA  estava lá depois de tanto tempo.

Após o Mike voltar para o hotel, nos perguntamos se estava na hora de ir, mas resolvemos ficar um pouco mais... deveria ser umas 2 horas da tarde naquele momento...

Um tempo depois surge Matt Cameron, baterista da banda. O alvoroço tradicional da turma que fica em pé ao lado da grade foi interrompido quando Matt disse que iria dar uma pequena caminhada e logo voltaria para falar com todos. A turma abriu caminho e ele passou sem perturbações.
Paralelo a isso, Luzia e Gloria, as duas amigas nossa do Rio largaram a fila quilométrica para visitação a Casa Rosada, pegaram um taxi e chegaram no hotel para se juntar a nós. Quando Luzia chegou foi logo perguntando:
‘E então, fora o Mike, quem mais desceu? ’, falamos a ela sobre o Cameron e o passeio a pé pelas ruas próximas... pronto, esse foi o que ela queria.
‘Pois Eu também vou passear, como não?’, com essa frase Luzia foi se afastando de nós e indo a procura do Matt. Minutos depois, ela surge com um sorriso no rosto e uma foto no celular com Cameron :)



Depois disso, Adelana foi comprar um lanche para gente no quarteirão próximo. Nesse meio tempo, Matt retornou e igualmente ao Mike, veio para a ponta da grade onde estávamos e se alegrou ao ver o Pablo pendurado nela. Ele autografou as nossas camisas, e quando tava saindo eu disse a ele que Pablo tinha ido ao show, de imediato ele olhou pra mim e perguntou se Pablo tinha usado proteção (fez a pergunta apontando para os ouvidos), o respondo que sim e ele sorriu positivamente.
Matt voltou ao hotel, logo em seguida Adelana surge. Nós todos fomos falar a ela sobre a novidade e eis que ela também tinha uma novidade...
Adelana falou que passou ao lado do Matt... e não fez nada O_o
Sim, essas coisas acontecem :)
Ela estava com o celular no bolso e poderia ter ‘pelo menos’ ter pedido pra tirar uma foto.
Detalhe: ela estava com uma camisa do Pearl Jam!

O tempo foi passando. A esperança de ver outro membro da banda foi aos poucos perdendo forças. Vez por outra rolava uma movimentação dos seguranças, mas nada. Eis que no cair da noite, uma movimentação de seguranças deixou claro que mais alguém iria sair. E sim, saiu.
Eddie saiu do hotel direto para um carro e saiu com outras pessoas. Foi nessa hora que percebemos que estava mais que na hora de irmos embora.

Saímos de lá com um misto de alegria por ter falado com Mike e Matt e arrependimento por não termos saído de lá antes.
No fim das contas acredito que sempre estamos no lugar que deveríamos estar.

Voltamos pro hotel a pé (a caminhada de um hotel a outro não levava 10 minutos) e o combinado seria um jantar no Puerto Madero.






Em 2013 Eu e Adelana não tínhamos caminhado por Puerto Madero (apenas passamos no ônibus de turismo) e a vontade de conhecer o local no pôr do sol tinha ficado para outro dia.
Puerto Madero é um dos principais lugares de Buenos Aires. Uma área da cidade com uma arquitetura nova, bem diferente do resto da cidade, com seus prédios com estilo antigo.
Pablo só aguentou ficar acordado no restaurante até a colherada final do jantar :)


Bom... foi isso.
como disse no início, esse talvez tenha sido o dia mais curto – ou longo – da viagem.

Até amanhã!
 












domingo, 27 de setembro de 2015

Pearl Jam no Global Citizen

Hoje o Pearl Jam participou do festival Global Citizen, em Nova York (Ed Sheeran, Coldplay e Beyoncé também fizeram parte do festival). O show, com uma hora de duração, foi transmitido pelo canal do Global Citizen no youtube.... e claro, jogaram no próprio youtube dias após.









O set list do PJ, com 12 músicas, sendo as 3 ultimas covers – destaque para Imagine e Redemption Song (Com Beyoncé dividindo os vocais com Eddie).





Assista enquanto não tiram do ar :)





\o/






quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Pearl Jam no Late Show

O Pearl Jam participou do programa Late Show (Stephen Colbert – Tv Americana). Além de uma entrevista, a banda tocou duas músicas (Mind Your Manners e Rockin in the Free World, essa última, com a participação do apresentador nos vocais com Eddie).

Abaixo os vídeos.ind Your Manners e Rockin in the Free World, essa última, com a participação do apresentador nos vocais com Eddie).

Abaixo os vídeos;








\o/




quarta-feira, 27 de maio de 2015

Pablo, A Censura e Um Sonho



Quem lê os dois últimos textos (os únicos de 2015) onde falo sobre a expectativa dos shows, percebe facilmente que algo sublime pode estar por rolar.

Volto no tempo e percebo que algo se repetiu – Em um dos textos cito o meu egoísmo doentio que senti em 2005, quando ao pensar que não poderia se descolar a outra cidade para acompanhar um show do Pearl Jam no Brasil, torcia para os rumores sobre possíveis turnês fossem furada total.

Após os shows solo do Eddie (2014), torci abertamente que a turnê do PJ demorasse um pouco mais. Os shows foram inesquecíveis, mesmo com a falta que o Pablo fez ali. Nós já tínhamos imaginado o Pablo conosco naqueles shows, mas a censura impediu... e foi a partir daquela sensação que pensamos como seria 'complicado' assistir a um show do Pearl Jam (ou Ed) sem o Pablo ao lado.

Na época - do show do Eddie  - o Artur tinha 6 anos. A censura no show: 8

Veio o anuncio da turnê 2015. Nas redes sociais era fácil ver amigos que vão aos shows já comprando as passagens aéreas aproveitando os 8 meses (o anuncio oficial foi em Março. Os show em Novembro) de antecedência para pagar um valor bem mais em conta. 
Optamos por aguardar e ver qual seria a censura.
Imagina aí Eu e Adelana comprando passagens e no fim das contas a censura estar liberada?


De toda a turnê na America Latina, Brasil e Argentina foram os últimos países a começar as vendas. Foram também os últimos a mostrar os detalhes dos shows (como valores, por exemplo). Entre o anúncio e o início das vendas (2 meses), enviei um e-mail para o site oficial do Pearl Jam, os perguntei sobre a censura no Brasil (nessa época já tinha visto que no México era 6 anos), a resposta um tanto vaga, falaram que isso era determinado por cada país. Em Maio (que foi o mês prometido para informações sobre as vendas no Brasil) resolvi enviar novamente a pergunta e dessa vez os pedi que me dissessem a censura. E eles me responderam: 10 anos, acompanhado pelos pais.

Pablo em novembro terá 8 anos.
Por coincidência, dias atrás ele me perguntou qual era a idade permitida para ir nos shows do Pearl Jam. Eu já sabia, mas preferi falar que não sabia.

Não entendo como é determinado a censura. Sério mesmo. Acho que depende de vários fatores, claro, mas esses fatores seguem umas regras sem sentido, que acabam penalizando alguns. Imagino um show em uma área aberta, como o Rock In Rio (que tem censura bem baixa) ou Lollapalooza (censura livre), acredito que nesses, por ser lugar aberto (sem arquibancada), deve ter sim uma censura maior. Porém, não me entra na cabeça a ideia que um show, em um estádio, desses de Copa do Mundo, não pode abrigar crianças na arquibancada. Veta a venda para a pista e deixa as crianças na arquibancada!

Eis que abro um site qualquer e vejo que a justiça tá tentando vetar shows de um MC que ainda é uma criança e que as letras de suas músicas mostram cenários sexuais, passo os olhos na matéria e vejo que tem também uma garotinha MC que está passando pelo mesmo problema. Bom... no meu entender, isso era pra ser proibido logo de cara. Sinceramente os fatores, as regras, os pesos e as medidas são descabidas.

Enfim...
O sonho de levar o Pablo aos shows estava adiado.
Veio a pré-venda para os membros do fã clube. Compramos. Vamos a 4 cidades, vou então realizar o sonho que tinha desde a turnê de 2005: ir a vários shows seguidos. Dessa vez não passou pela nossa cabeça ir a outro país.
E enfim estava – não totalmente - feliz com tudo isso.

Um dia após o início da pré-venda sento em frente ao PC e vou olhar comentários das pessoas que estavam comprando os ingressos, alguns ‘exculhambavam’ os valores da tal ‘taxa de conveniência’, outros falavam dos ingressos, outros que o site de venda vivia caindo, bla, bla, bla...
Eis que abro a pré-venda do show na Argentina. Olho a censura. Olho de novo. Fico refazendo a leitura que não cabia em minha cabeça. Joguei a frase no ‘Google Tradutor’ para ver se não estava enganado, mas era aquilo mesmo que estava vendo. A censura em Buenos Aires para o show do Pearl Jam é maior de 1 (!) ano. E a partir de 3 anos já paga.

O que fazer?

Botei a cabeça para pensar, fiquei imaginando no possível e no impossível. No que passei/senti durante os shows do Eddie em São Paulo. Na falta que o Artur nos fez nos passeios pela própria Buenos Aires em 2013 e por São Paulo em 2014.
Lembrei que os ingressos para São Paulo, Brasilia, Belo Horizonte e Rio de Janeiro (aqui, talvez a maior expectativa: show no Maracanã!) já estavam comprados e não teria onde deixar o Pablo caso ele fosse também...

Os prós.
Os contras.

Percebi que Eu estava - Enfim! - extremamente feliz ao pensar nos ‘Prós’. E vi uma luz no fim do túnel. 

Acho que existe uma porta aberta para viver um dos maiores momentos da minha vida. Graças a Deus.

Pablo Artur vai ao show em Buenos Aires.
Nós vamos!


Como resolvi os ‘Contras’????
Teremos que vender os ingressos de Belo Horizonte e o sonho de ver um show no Maracanã.
A turnê começa por Buenos Aires, em seguida, São Paulo... A Adelana não vai ao show e fica com o Pablo. O show seguinte é em Brasilia, e lá o Pablo fica com a Tia da Adelana.


Amanhã, dia 28 de Maio começa a Terceira fase de vendas para o show da Argentina. Torçam por nós, pois vamos tentar comprar 3 :)

Até lá!



Video de 2009...




Update 1: Veio o dia 28 de Maio, mas tivemos problemas com o site de venda e o cartão. resumo da ópera: estamos por enquanto sem o cartão para comprar. Aguardamos cenas dos próximos capítulos...

Update 2: (Dia 29) Vendi os ingressos do Rio. Compradores: um casal da Itália que vem ver os shows no Brasil \o/

Update 3: Primeiros dias de Junho - Seguimos com problema bizonho no cartão. Danilo (e uma outra amiga que também vai a Buenos Aires) tentou comprar os nossos ingressos, mas não conseguiram :(

Uptade da Alegria:  Na tarde de 5 de Junho, Danilo conseguiu comprar os nossos 3 ingressos. O Dele já já estava garantido :) \o/ \,,/ o_0 









Leia tambem:
Pablo e a Censura







sábado, 31 de maio de 2014

Eddie Vedder em São Paulo, 08/05/14 - Show #3

Por Tarso Marques


Se o primeiro dia da turnê foi o do reencontro e fim da ansiedade... e o segundo, se transformou em um ‘encontro de amigos’ onde velhas músicas são redescobertas do fundo do hd, o terceiro e ultimo dia de show (em SP) acabou sendo o da amizade, do olho no olho, do compartilhar sentimentos e presentes... enfim, a trilogia perfeita.

O dia naquela quinta-feira (8 de Maio) começou um pouco mais tarde...ou melhor, saímos do hotel um pouco mais tarde. Tudo por conta do incrível dia (mais um!) anterior. Parando agora pra escrever sobre esse dia, olhei as fotos da parte da manhã para relembrar um pouco de como foram as horas pré-show... olhei e relembrei tudo, vamos lá ao resumo?

A primeira foto foi tirada justamente ao meio dia, no cruzamento das Ruas Oscar Freire e Augusta. Rua Oscar Freire... por causa de uma serie de Tv (Oscar Freire 279 , que conta a história de uma acompanhante de luxo), essa rua acabou entrando nos destinos pretendidos pela Adelana. E que bom que a tal rua ficava apenas a duas quadras do hotel... fomos até o endereço e descobrimos que ele não existe :( na verdade o numero 279 não existe.



Da Oscar Freire fomos ao Museu do Futebol, que fica no estádio do Pacaembu. O lugar é um verdadeiro colírio pros olhos dos amantes do futebol. Escudos e bandeiras de diferentes clubes do Brasil estão espalhados por vários locais. Um verdadeiro hd de memorias está disponível para os visitantes, diversos gols históricos disponíveis, com depoimentos gravados por personalidades do assunto estão lá, com a ajuda da tecnologia. Por falar em tecnologia, não posso esquecer a verdadeira ‘maquina do tempo’, com imagens de fatos importantes no Brasil e no Mundo desde a primeira Copa até os dias atuais.
Detalhe para a nossa visita ao Museu do Futebol...
A visita custa 6 reais a cada visitante, mas justamente no dia em que fomos a entrada era 'de grátis' e quando estávamos andando por dentro do Museu, achei no chão uma nota de 10 reais \0/


De lá, usamos os 10 reais que surgiu sob nossos pés com um táxi e fomos até o shop Frei Caneca, para almoçar no OutBack (mais um destino da Adelana). A pedida: Bloomin’ Onion (ou Gigante Cebola Dourada, para os íntimos) e Ribs On the Barbie (Costela de Porco com molho barbecue) foi algo que deve ter me levado a cometer um dos 7 pecados capitais...ou não. Uma delicia que deve ser incentivado a outras pessoas que tenham a oportunidade de conhecer. Recomendo ;)







Após o gozo de ter comido divinamente bem (sem segundas intensões, por favor), voltamos umas 4 quadras até a Av Paulista. Quando chegamos na ‘Paulista’, descobrimos que estava rolando uma manifestação (!) nela. Algumas pedras foram jogadas perto da esquina em que estávamos, carros da policia a postos. Av Paulista parada! Atravessamos a avenida, nenhum carro, apenas alguns skatistas que aproveitavam o trânsito zero para poder brincar de levantar o skate pra cima e depois deixa-lo cair no chão (estranho...mas é incrível como skatista não tem cuidado com os skates tsc...tsc...tsc).





Chegamos ao hotel 4 da tarde.

Durante a volta ao hotel pós ‘Paulista’, Danilo nos enviou mensagem falando que já estava liberado do trabalho. Uma hora mais cedo(!)
O combinado para aquele dia seria o Danilo (que não iria ao show) pegar Sandro e Dani (Casal de Maringá) na Paulista as 5 e logo em seguida, Eu e Adelana na Av 9 de Julho... como o Danilo saiu bem mais cedo, tanto nós ainda estávamos indo pro hotel, como Sandro e Dani também. O casal de Maringá estava mais distante ainda. Mesmo assim Danilo, com sua calma típica de baiano, resolveu esperar. Eles nos pegaram as 5.

Durante o percurso hotel-citibank hall, Danilo nos falou que a manifestação do dia era justamente contra a área em que ele trabalha e que a empresa ‘dele’ estava no ‘percurso’ dos manifestantes. Resultado: todos os funcionários liberados.
Danilo nos deixou no bar/restaurante (sem cardápio) vizinho ao Citibank. Entre uma cerveja e outra, resolvemos os 4 que naquela noite iriamos ficar após o show até o Eddie sair.




Igualmente a noite anterior, o bar encheu rápido. Pessoas com vários sotaques diferentes em uma grande mesa, a conversa nem sempre girava em torno da música, quase sempre tinha algo haver com as cidades natais. A nossa Fortaleza sempre era recebida com surpresa, por ser um lugar distante pra ser deixada pra trás por causa de um show... e logo se transformava, após a admiração da coragem nossa, no lugar dos sonhos das férias imaginarias.

Pouco antes de 8 da noite entramos no Citibank Hall, dessa vez Eu e Adelana iriamos ficar na parte Vip (por coincidência, o Casal de Maringá também). Antes de o show começar, percebemos o quão é perto a primeira fileira do palco (nós estávamos na fileira de letra ‘E’...quer dizer, existiam 4 fileiras entre nós e o palco). A visão, obviamente bem melhor que as dos dias anteriores, porém a cadeira deixava a desejar  :(


Glen Hansard no palco. Como nas noites anteriores,ele foi bem simpático e com um repertorio bacana. Glen faz o tipo de show que até quem não conhece suas músicas curte o tempo ‘gasto’. Ele agradeceu bastante ao publico pela recepção e respeito, falou também sobre o transito caótico e dos loucos motoqueiros que passam em alta velocidade nos ‘corredores’ que se formam entre um carro e outro.



Eddie no palco. As conversas e piadas se repetiam fluentemente. Ao meu lado, uma garota que parecia estar em uma aula de inglês, tudo que ela ‘respondia’ ao Ed era em inglês... tipo... se você quer que ele te escute, você tem que gritar, e claro, falar em inglês. Mas se você apenas o responde baixo, quase que pra si mesmo, por que em inglês?
O show foi rolando normalmente, as musicas ‘novas’ iam surgindo vez por outra. Por falar em música nova, Vedder tocou uma música que deve estar em um álbum próximo.


Mais uma vez o show foi se transformando em algo bem familiar/próximo, as conversas com a ‘Voz de Deus’ continuavam também. ‘Voz de Deus’??? bom...nos últimos textos citei a história de uma voz forte, alta e bem definida que vez por outra surgia na multidão. Eddie a batizou de ‘Voz de Deus’ e de vez em quando o próprio Ed perguntava onde estava a voz. Nessa noite, Vedder convidou a ‘Voz de Deus’ para ir ao palco e cantar junto com ele a música do The Clash... porém o dono da Voz, que estava em uma das plateias mais altas, desceu as escadas em disparada em direção a parte do citibank em que não dava pra ver o show (parte de banheiros e alimentação que fica atrás das arquibancadas) e não conseguiu convencer os seguranças, que estavam naquela área, que o cantor o estava chamando para ir ao palco...
Em meio a isso tudo...todos na plateia ficavam em silencio, esperando a Voz se pronunciar e ser visto. Mas não foi. Aproveitando a oportunidade, um outro fã foi até o palco e conseguiu subir e cantar.
Pronto... aqui nesse ponto do texto vou resumir as experiências desses dois personagens: o dono da ‘Voz de Deus’ e do Sergio, o fã que subiu ao palco.

Sergio, mais conhecido como Sergio Vedder, é vocalista de uma banda cover do PJ, além disso ele também se apresenta como cover solo do EV. No mundo jammer brasileiro, ele é bastante conhecido. Enfim... Sergio subiu ao palco e cantou muito bem Should stay Or should i Go? E realizou um sonho que ele deve ter desde sempre... no fim daquele noite, Sergio esperou a saída do Ed e o entregou alguns cd´s, informativos e nome da pagina dele na web. Adiantando o tempo e chegando ao show no Rio (que eu não fui), Ed avistou o Sergio na plateia e o chamou ao palco. Vedder se lembrou do nome do fã, o mandou sentar no palco, falou que nunca tinha conhecido alguém como Sergio (que se veste e tem guitarras iguais as do Ed) e lhe presenteou com o pedestal e microfone que estava usando. Sergio desceu do palco e acho que até hoje as pernas dele devem estar balançando.

A ‘Voz de Deus’, havia perdido a oportunidade em São Paulo, mas Victor Sorriso, dono da Voz, também ia ao show do Rio...e lá ele protagonizou uma das imagens mais compartilhada por fãs do PJ ao redor do mundo. No Rio ele foi mais uma vez convidado a subir ao palco e dessa vez tudo correu bem, ele cantou a musica do The Clash com Ed e no fim, fez a selfie que todo fã jammer sonha em fazer :)




Voltando ao terceiro show de São Paulo...
Além do Sergio no palco, Ed falou sobre um casal que havia se tornado noivos na noite anterior e eis que o casal estava de novo nesse dia (e na fileira atrás da nossa) e logo se levantaram, foram vistos pelo Vedder e convidados a subirem ao palco. Ed os dedicou uma musica.



O show, mais uma vez conseguiu ser inesquecível, trazendo em mente varias boas recordações e sentimentos do bem. Pablo, de novo, foi sentido a falta ao nosso lado, mas se Deus quiser numa próxima ele vai estar!
O pós-show dessa vez foi bem mais longo, estávamos os 4 - Eu, Adelana, Sandro e Dani – dispostos a aguentar o frio interessante que estava fazendo naquela madrugada e esperar junto a uns outros 60 loucos pela saída do Eddie.
No dia seguinte Eu e Adelana tínhamos em mente uma ida básica ao Museu do Ipiranga (que acabamos não indo, fomos a outros lugares) e o Casal de Maringá iria cedo ao aeroporto e voltar pra casa... quer dizer, ficar ali, na saída do Citibank junto a outros tantos, jogando conversa fora e esperando o Ed, acabava sendo uma atração a mais ;)

Vedder apareceu, fotos eram proibidas (no outro dia vi um vídeo onde algumas pessoas se encontraram pela manhã com o Eddie na saída dohotel, lá todos estavam tirando fotos e filmando...acho que a proibição por não fotos a noite tem algo haver com flashes :( ). As 60 e poucas pessoas estavam espalhadas em uma espécie de fila, esperando por algo que ninguém sabia o que realmente era. 
Vedder vem conversando com alguns e sorrindo pra todos. Quando enfim ele chegou junto a gente, o mostrei a camisa que nós tínhamos feito pra ir ao show, ele sorriu e disse: ‘Nice!’, eu falei que era pra ele...nesse momento um filha da puta se joga a frente e fala algo e tira a atenção do Ed. Em meio a essa confusão, Vedder avista Sandro e Dani que estavam ao meu lado, aperta a mão do Sandro e segue adiante.
É bobo e grandioso isso tudo. Por mais que eu escreva sobre isso, assim como foram os breves segundos em Buenos Aires que também ficamos perto do Ed ou em Curitiba (2005) que Mike autografou em um pedaço pequeno de papel, não vou chegar a uma conclusão sensata sobre isso. É algo bom? É, me sinto bem e fico feliz quando lembro de tudo. É bobo? Olhando friamente, e esquecendo que ali rola sentimentos, é sim.
Já ganhei algo com essas três experiências? Sim. E muito! Isso é fato.

No fim de tudo, acho que algumas pessoas dão pouca importância a coisas simples, que no fim de tudo são as que (também) valem a pena. Viver é uma delas.

No caminho até o taxi, falei da infelicidade de não ter ganhado nenhuma das varias palhetas que o Vedder vinha distribuindo...eis que o Sandro olha pra mim e fala, com aquele sotaque de Paranaense: ‘Cara, tenho no bolso umas 4 palhetas que ele me entregou quando segurou a minha mão, uma delas é de vocês’.  No taxi foi cogitado Eu e Adelana ficarmos com 2 palhetas e eles dois, com as outras duas...mas daí lembramos do Danilo, e foi pra ele a quarta palheta :)



Alguns dias atrás, vi na pagina do Facebook do Milton Nascimento uma foto dele com o Erasmo Carlos. Os dois estavam sorrindo na foto, na mão do Milton, uma palheta. A legenda dizia: ‘fui assistir ao showzão do meu grande amigo Erasmo Carlos e fui presenteado com sua palheta antes do bis. obrigado Tremendão!’. Fiquei olhando a foto e pensei que ele poderia simplesmente ter tirado a foto e pronto, mas algo ‘bobo’ o fez registrar a palheta conquistada. 
É simples, é quase que sem valor financeiro, é pequeno...a olhos que apenas veem, mas não enxergam.

Feliz demais por esses dias, feliz demais pelas amizades, feliz demais pelos atos generosos e mãos estendidas, feliz demais pelo reencontro breve contado em segundos.



Isso tudo foi: ‘Nice!

Até a próxima, se Deus quiser!!!



P.s. Nos 3 shows foram tocadas 96 musicas, 63 diferentes :)
P.s. 2: O texto ainda vai ser atualizado com vídeos de Sergio Vedder e do Casal no Palco. Meu Pc está queimado, e é lá que estão esses vídeos :(






Abaixo, seti-list do show, link para baixar o aúdio do show gravado por mim via celular e (lindo) poster do show.



Set List show #3

01. Long Road
02. Brain Damage
03. Sometimes
04. Can’t Keep
05. Sleeping By Myself
06. Without You
07. You’re True
08. Broken Heart
09. Elderly Woman Behind The Counter In A Small Town
10. Love Boat Captain
11. Far Behind
12. Setting Forth
13. Guaranteed
14. Rise
15. Long Nights (com Glen Hansard)
16. Immortality
17. You’ve Got To Hide Your Love Away
18. Betterman
19. Just Breathe
20. Lukin
21. Porch
22. Sleepless Nights (com Glen Hansard)
23. Society (com Glen Hansard)
24. Falling Slowly (com Glen Hansard)
25. Should I Stay Or Should I Go? (com Sergio)
26. Better Days
27. Rockin’ In The Free World
Bis
28. Hard Sun (com Glen Hansard)
29. Dream A Little Dream Of Me