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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

2013, 2015 e as coincidências da turnê

Algumas coincidências na turnê de 2013 e 2015 são descaradas...
Em 2013 fui ao show de São Paulo sem a Adelana,e dessa vez, pelo jeito, vai acontecer de novo.
Em 2013 fomos juntos ao show em Buenos Aires. Em 2015... :)
Alguns meses antes dos shows de 2013, passamos por uma pequena reforma em casa. Agora em 2015, podemos dizer que estamos terminando o que começamos há dois anos.
Em 2013 tive uma ajudinha (em São Paulo) de amigos que conheci no Facebook. 2015 tem tudo pra rolar uma 'ajudona'.






domingo, 31 de maio de 2015

O Blog amigo e os meses inativos

Não foi de propósito, mas Eu tinha noção sim que o Cruzando O País ficou parado (até) demais. Praticamente 1 ano! 0_o

Sim, Um ano. Até porque tirando a postagem do Tiago falando sobre a ida dele ao show da turnê de 2011 em Porto Alegre e o ‘Valeu 2014’ que escrevi no fim do ano, as postagens voltaram apenas agora. Um ano após os shows (e pós-shows) do Eddie em 2014.

Antes tarde que nunca’ ;)

E o que rolou nesses dias?
definitivamente muita coisa. Muita coisa bacana.

O mundo ‘Jammer’ ou ‘Jammily’ (Familia Jammer) teve pontos áureos nesses meses. Durante a Copa do Mundo, conheci (por meio do site oficial do Pearl Jam) dois fãs do PJ que vieram dos Estados Unidos e tivemos uns dias com culturas bem diferentes aqui em Fortaleza.

Perto do fim do ano (2014), a Sabrina (a garota que aparece ao meu lado no vídeo da Multishow no Lollapalooza) que conheci em 2013 também veio a Fortaleza. E tome mais trocas de conhecimentos culturais.

Da turnê do Ed em Março (2015), vieram os que tivemos Eu e Adelana mais contato em São Paulo: Danilo, Sandro e Daniela. Aqui os laços estão bem mais estreitos. A semana foi agitada, e igualmente as outras visitas já mencionadas acima, me senti em férias. E isso é uma das coisas mais legais de se receber alguém que está a passeio :)


Em Novembro (2015), durante os shows devemos voltar a ver Danilo e Sandro (assim como outras pessoas da “Jammily”)

Até lá!




sábado, 31 de maio de 2014

Eddie Vedder em São Paulo, 08/05/14 - Show #3

Por Tarso Marques


Se o primeiro dia da turnê foi o do reencontro e fim da ansiedade... e o segundo, se transformou em um ‘encontro de amigos’ onde velhas músicas são redescobertas do fundo do hd, o terceiro e ultimo dia de show (em SP) acabou sendo o da amizade, do olho no olho, do compartilhar sentimentos e presentes... enfim, a trilogia perfeita.

O dia naquela quinta-feira (8 de Maio) começou um pouco mais tarde...ou melhor, saímos do hotel um pouco mais tarde. Tudo por conta do incrível dia (mais um!) anterior. Parando agora pra escrever sobre esse dia, olhei as fotos da parte da manhã para relembrar um pouco de como foram as horas pré-show... olhei e relembrei tudo, vamos lá ao resumo?

A primeira foto foi tirada justamente ao meio dia, no cruzamento das Ruas Oscar Freire e Augusta. Rua Oscar Freire... por causa de uma serie de Tv (Oscar Freire 279 , que conta a história de uma acompanhante de luxo), essa rua acabou entrando nos destinos pretendidos pela Adelana. E que bom que a tal rua ficava apenas a duas quadras do hotel... fomos até o endereço e descobrimos que ele não existe :( na verdade o numero 279 não existe.



Da Oscar Freire fomos ao Museu do Futebol, que fica no estádio do Pacaembu. O lugar é um verdadeiro colírio pros olhos dos amantes do futebol. Escudos e bandeiras de diferentes clubes do Brasil estão espalhados por vários locais. Um verdadeiro hd de memorias está disponível para os visitantes, diversos gols históricos disponíveis, com depoimentos gravados por personalidades do assunto estão lá, com a ajuda da tecnologia. Por falar em tecnologia, não posso esquecer a verdadeira ‘maquina do tempo’, com imagens de fatos importantes no Brasil e no Mundo desde a primeira Copa até os dias atuais.
Detalhe para a nossa visita ao Museu do Futebol...
A visita custa 6 reais a cada visitante, mas justamente no dia em que fomos a entrada era 'de grátis' e quando estávamos andando por dentro do Museu, achei no chão uma nota de 10 reais \0/


De lá, usamos os 10 reais que surgiu sob nossos pés com um táxi e fomos até o shop Frei Caneca, para almoçar no OutBack (mais um destino da Adelana). A pedida: Bloomin’ Onion (ou Gigante Cebola Dourada, para os íntimos) e Ribs On the Barbie (Costela de Porco com molho barbecue) foi algo que deve ter me levado a cometer um dos 7 pecados capitais...ou não. Uma delicia que deve ser incentivado a outras pessoas que tenham a oportunidade de conhecer. Recomendo ;)







Após o gozo de ter comido divinamente bem (sem segundas intensões, por favor), voltamos umas 4 quadras até a Av Paulista. Quando chegamos na ‘Paulista’, descobrimos que estava rolando uma manifestação (!) nela. Algumas pedras foram jogadas perto da esquina em que estávamos, carros da policia a postos. Av Paulista parada! Atravessamos a avenida, nenhum carro, apenas alguns skatistas que aproveitavam o trânsito zero para poder brincar de levantar o skate pra cima e depois deixa-lo cair no chão (estranho...mas é incrível como skatista não tem cuidado com os skates tsc...tsc...tsc).





Chegamos ao hotel 4 da tarde.

Durante a volta ao hotel pós ‘Paulista’, Danilo nos enviou mensagem falando que já estava liberado do trabalho. Uma hora mais cedo(!)
O combinado para aquele dia seria o Danilo (que não iria ao show) pegar Sandro e Dani (Casal de Maringá) na Paulista as 5 e logo em seguida, Eu e Adelana na Av 9 de Julho... como o Danilo saiu bem mais cedo, tanto nós ainda estávamos indo pro hotel, como Sandro e Dani também. O casal de Maringá estava mais distante ainda. Mesmo assim Danilo, com sua calma típica de baiano, resolveu esperar. Eles nos pegaram as 5.

Durante o percurso hotel-citibank hall, Danilo nos falou que a manifestação do dia era justamente contra a área em que ele trabalha e que a empresa ‘dele’ estava no ‘percurso’ dos manifestantes. Resultado: todos os funcionários liberados.
Danilo nos deixou no bar/restaurante (sem cardápio) vizinho ao Citibank. Entre uma cerveja e outra, resolvemos os 4 que naquela noite iriamos ficar após o show até o Eddie sair.




Igualmente a noite anterior, o bar encheu rápido. Pessoas com vários sotaques diferentes em uma grande mesa, a conversa nem sempre girava em torno da música, quase sempre tinha algo haver com as cidades natais. A nossa Fortaleza sempre era recebida com surpresa, por ser um lugar distante pra ser deixada pra trás por causa de um show... e logo se transformava, após a admiração da coragem nossa, no lugar dos sonhos das férias imaginarias.

Pouco antes de 8 da noite entramos no Citibank Hall, dessa vez Eu e Adelana iriamos ficar na parte Vip (por coincidência, o Casal de Maringá também). Antes de o show começar, percebemos o quão é perto a primeira fileira do palco (nós estávamos na fileira de letra ‘E’...quer dizer, existiam 4 fileiras entre nós e o palco). A visão, obviamente bem melhor que as dos dias anteriores, porém a cadeira deixava a desejar  :(


Glen Hansard no palco. Como nas noites anteriores,ele foi bem simpático e com um repertorio bacana. Glen faz o tipo de show que até quem não conhece suas músicas curte o tempo ‘gasto’. Ele agradeceu bastante ao publico pela recepção e respeito, falou também sobre o transito caótico e dos loucos motoqueiros que passam em alta velocidade nos ‘corredores’ que se formam entre um carro e outro.



Eddie no palco. As conversas e piadas se repetiam fluentemente. Ao meu lado, uma garota que parecia estar em uma aula de inglês, tudo que ela ‘respondia’ ao Ed era em inglês... tipo... se você quer que ele te escute, você tem que gritar, e claro, falar em inglês. Mas se você apenas o responde baixo, quase que pra si mesmo, por que em inglês?
O show foi rolando normalmente, as musicas ‘novas’ iam surgindo vez por outra. Por falar em música nova, Vedder tocou uma música que deve estar em um álbum próximo.


Mais uma vez o show foi se transformando em algo bem familiar/próximo, as conversas com a ‘Voz de Deus’ continuavam também. ‘Voz de Deus’??? bom...nos últimos textos citei a história de uma voz forte, alta e bem definida que vez por outra surgia na multidão. Eddie a batizou de ‘Voz de Deus’ e de vez em quando o próprio Ed perguntava onde estava a voz. Nessa noite, Vedder convidou a ‘Voz de Deus’ para ir ao palco e cantar junto com ele a música do The Clash... porém o dono da Voz, que estava em uma das plateias mais altas, desceu as escadas em disparada em direção a parte do citibank em que não dava pra ver o show (parte de banheiros e alimentação que fica atrás das arquibancadas) e não conseguiu convencer os seguranças, que estavam naquela área, que o cantor o estava chamando para ir ao palco...
Em meio a isso tudo...todos na plateia ficavam em silencio, esperando a Voz se pronunciar e ser visto. Mas não foi. Aproveitando a oportunidade, um outro fã foi até o palco e conseguiu subir e cantar.
Pronto... aqui nesse ponto do texto vou resumir as experiências desses dois personagens: o dono da ‘Voz de Deus’ e do Sergio, o fã que subiu ao palco.

Sergio, mais conhecido como Sergio Vedder, é vocalista de uma banda cover do PJ, além disso ele também se apresenta como cover solo do EV. No mundo jammer brasileiro, ele é bastante conhecido. Enfim... Sergio subiu ao palco e cantou muito bem Should stay Or should i Go? E realizou um sonho que ele deve ter desde sempre... no fim daquele noite, Sergio esperou a saída do Ed e o entregou alguns cd´s, informativos e nome da pagina dele na web. Adiantando o tempo e chegando ao show no Rio (que eu não fui), Ed avistou o Sergio na plateia e o chamou ao palco. Vedder se lembrou do nome do fã, o mandou sentar no palco, falou que nunca tinha conhecido alguém como Sergio (que se veste e tem guitarras iguais as do Ed) e lhe presenteou com o pedestal e microfone que estava usando. Sergio desceu do palco e acho que até hoje as pernas dele devem estar balançando.

A ‘Voz de Deus’, havia perdido a oportunidade em São Paulo, mas Victor Sorriso, dono da Voz, também ia ao show do Rio...e lá ele protagonizou uma das imagens mais compartilhada por fãs do PJ ao redor do mundo. No Rio ele foi mais uma vez convidado a subir ao palco e dessa vez tudo correu bem, ele cantou a musica do The Clash com Ed e no fim, fez a selfie que todo fã jammer sonha em fazer :)




Voltando ao terceiro show de São Paulo...
Além do Sergio no palco, Ed falou sobre um casal que havia se tornado noivos na noite anterior e eis que o casal estava de novo nesse dia (e na fileira atrás da nossa) e logo se levantaram, foram vistos pelo Vedder e convidados a subirem ao palco. Ed os dedicou uma musica.



O show, mais uma vez conseguiu ser inesquecível, trazendo em mente varias boas recordações e sentimentos do bem. Pablo, de novo, foi sentido a falta ao nosso lado, mas se Deus quiser numa próxima ele vai estar!
O pós-show dessa vez foi bem mais longo, estávamos os 4 - Eu, Adelana, Sandro e Dani – dispostos a aguentar o frio interessante que estava fazendo naquela madrugada e esperar junto a uns outros 60 loucos pela saída do Eddie.
No dia seguinte Eu e Adelana tínhamos em mente uma ida básica ao Museu do Ipiranga (que acabamos não indo, fomos a outros lugares) e o Casal de Maringá iria cedo ao aeroporto e voltar pra casa... quer dizer, ficar ali, na saída do Citibank junto a outros tantos, jogando conversa fora e esperando o Ed, acabava sendo uma atração a mais ;)

Vedder apareceu, fotos eram proibidas (no outro dia vi um vídeo onde algumas pessoas se encontraram pela manhã com o Eddie na saída dohotel, lá todos estavam tirando fotos e filmando...acho que a proibição por não fotos a noite tem algo haver com flashes :( ). As 60 e poucas pessoas estavam espalhadas em uma espécie de fila, esperando por algo que ninguém sabia o que realmente era. 
Vedder vem conversando com alguns e sorrindo pra todos. Quando enfim ele chegou junto a gente, o mostrei a camisa que nós tínhamos feito pra ir ao show, ele sorriu e disse: ‘Nice!’, eu falei que era pra ele...nesse momento um filha da puta se joga a frente e fala algo e tira a atenção do Ed. Em meio a essa confusão, Vedder avista Sandro e Dani que estavam ao meu lado, aperta a mão do Sandro e segue adiante.
É bobo e grandioso isso tudo. Por mais que eu escreva sobre isso, assim como foram os breves segundos em Buenos Aires que também ficamos perto do Ed ou em Curitiba (2005) que Mike autografou em um pedaço pequeno de papel, não vou chegar a uma conclusão sensata sobre isso. É algo bom? É, me sinto bem e fico feliz quando lembro de tudo. É bobo? Olhando friamente, e esquecendo que ali rola sentimentos, é sim.
Já ganhei algo com essas três experiências? Sim. E muito! Isso é fato.

No fim de tudo, acho que algumas pessoas dão pouca importância a coisas simples, que no fim de tudo são as que (também) valem a pena. Viver é uma delas.

No caminho até o taxi, falei da infelicidade de não ter ganhado nenhuma das varias palhetas que o Vedder vinha distribuindo...eis que o Sandro olha pra mim e fala, com aquele sotaque de Paranaense: ‘Cara, tenho no bolso umas 4 palhetas que ele me entregou quando segurou a minha mão, uma delas é de vocês’.  No taxi foi cogitado Eu e Adelana ficarmos com 2 palhetas e eles dois, com as outras duas...mas daí lembramos do Danilo, e foi pra ele a quarta palheta :)



Alguns dias atrás, vi na pagina do Facebook do Milton Nascimento uma foto dele com o Erasmo Carlos. Os dois estavam sorrindo na foto, na mão do Milton, uma palheta. A legenda dizia: ‘fui assistir ao showzão do meu grande amigo Erasmo Carlos e fui presenteado com sua palheta antes do bis. obrigado Tremendão!’. Fiquei olhando a foto e pensei que ele poderia simplesmente ter tirado a foto e pronto, mas algo ‘bobo’ o fez registrar a palheta conquistada. 
É simples, é quase que sem valor financeiro, é pequeno...a olhos que apenas veem, mas não enxergam.

Feliz demais por esses dias, feliz demais pelas amizades, feliz demais pelos atos generosos e mãos estendidas, feliz demais pelo reencontro breve contado em segundos.



Isso tudo foi: ‘Nice!

Até a próxima, se Deus quiser!!!



P.s. Nos 3 shows foram tocadas 96 musicas, 63 diferentes :)
P.s. 2: O texto ainda vai ser atualizado com vídeos de Sergio Vedder e do Casal no Palco. Meu Pc está queimado, e é lá que estão esses vídeos :(






Abaixo, seti-list do show, link para baixar o aúdio do show gravado por mim via celular e (lindo) poster do show.



Set List show #3

01. Long Road
02. Brain Damage
03. Sometimes
04. Can’t Keep
05. Sleeping By Myself
06. Without You
07. You’re True
08. Broken Heart
09. Elderly Woman Behind The Counter In A Small Town
10. Love Boat Captain
11. Far Behind
12. Setting Forth
13. Guaranteed
14. Rise
15. Long Nights (com Glen Hansard)
16. Immortality
17. You’ve Got To Hide Your Love Away
18. Betterman
19. Just Breathe
20. Lukin
21. Porch
22. Sleepless Nights (com Glen Hansard)
23. Society (com Glen Hansard)
24. Falling Slowly (com Glen Hansard)
25. Should I Stay Or Should I Go? (com Sergio)
26. Better Days
27. Rockin’ In The Free World
Bis
28. Hard Sun (com Glen Hansard)
29. Dream A Little Dream Of Me












segunda-feira, 12 de maio de 2014

Amigos distantes

Por Tarso Marques


Antes de começar a falar dos shows em si, (tentando) descrever um pouco do que vimos/sentimos e adicionar os set-lists...quero antes registrar em letras garrafais a incrível experiência que é de conhecer novas pessoas. Pessoas do bem, diga-se de passagem. Sou muito feliz em dizer que todos que estiveram conosco (Eu e Adelana) nessa incrível semana por ruas, bares, mercados e tantos outros lugares em solo paulista, são pessoas que dificilmente iremos esquecer. Sempre fomos muito bem recebidos, em Guarulhos ou na capital.

Chegamos a quarta viagem ‘Cruzando O País’ por causa do Pearl Jam e sempre fomos agraciados com alguns braços que sempre estiveram abertos ao nos receber. Talvez o único lugar que não foi tão receptivo assim em termos de amizades tenha sido Buenos Aires, mas é compreensível pelo fato da língua (mas mesmo assim tivemos sorte com as pessoas que trocamos algumas palavras lá).
Acho que a ideia da interação que sempre acontece antes (e depois) dos shows é um dos motivos que nos convencem a fazer a turnê país afora. Aguardamos apenas a data ser oficializada e o lugar desejado. A verdade é que isso talvez seja ‘universal’ e não só acontece conosco: sempre se espera um motivo/data para fazer aquilo que faz bem. Seja aquilo o que for.


A marcação da data do show sempre vem acompanhada do medo, euforia, alegria, desejo... a vontade de conhecer novos lugares e pessoas está lá dividindo o topo do ‘altar’ com o momento épico e ao mesmo tempo simples em que os acordes são tocados no palco logo a frente.

A convivência com um novo lugar e novas pessoas foi incrível em 2005, rolou uma multiplicação de sentimentos em 2011 no Rio, quando enfim ‘assinamos’ a extensão de nossa  família, laços de amizades também foram traçados em 2013 em São Paulo, e agora em duas cidades de SP atingimos ‘uma maturidade’ incrível. O leque de ‘nomes’ que se transformaram em pessoas que nos fizeram um bem sem esperar algo (material) em troca foi algo incrível/sensacional.

                                  
           Audezia explicando para a Adelana não ser 'quadrada'

É bacana sentir o que sentimos. Saber que estão lhe tratando bem.

Os 3 primeiros dias (3 e meio, na verdade) em Guarulhos, na casa da Tia da Adelana foram como se estivéssemos em casa. De 3 noites lá, em duas os familiares espalhados pela cidade fizeram questão de se reunir e nos encontrar/ver/conhecer (muitos não conheciam a Adelana). Na primeira noite saímos com a Antoneide para a ‘balada’. Parque do Ibirapuera e ’25 de Março’ também foram locais que nos levaram.
Nunca vamos esquecer da recepção, lamentamos muito por ter ficado apenas metade da viagem por lá :(




Obrigado!






No 4º dia da viagem chegamos a capital, com seu transito parado e de dar medo aos que tem horário pra chegar em algum lugar.

Aqui, nesse trecho da história, surgiu um fã do Pearl Jam em nosso caminho: Danilo. Um baiano que já mora em São Paulo há alguns anos, e que não só nos levou os 3 (TRÊS) dias (e nos trouxe de volta em um) ao show, como também passou a ser o responsável por dicas de lugares a visitar e no fim de tudo, no fim de toda a estadia, deixou claro que dependendo dele, nunca mais nos hospedaríamos em hotel quando fossemos novamente a Sampa :)
Legal de registrar aqui também que no primeiro dia da carona ao show, nós (Eu e Adelana) chegamos atrasados (!) ao local de encontro, que por sinal era na esquina  (!) do hotel. Hahahahahahaha

Nos 3 dias de shows fixamos abraços e conversas no pré-show em frete ao Citibank Hall (ou no bar ao lado do evento) com algumas pessoas que estavam vindo de outras cidades, destaque para Paula e André (Guarulhos), Dani e Sandro (Maringá), Thaís (Curitiba), Vinicius (Porto Alegre), Guilherme (Uberlândia), Dudu (Fortaleza. rs.) e o Danilo, claro.


         André, Danilo, Sandro, Daniela, Paula, Eu, Adelana, Guilherme


André foi o responsável pelo inicio do movimento “Censura, libera o Pablo ver o show”, no site ‘Pearl Jam Evolution’. Paula é daquelas com o sorriso fácil e fica imaginando todos juntos em outros lugares. Dani e Sandro, o casal ‘de menor’, ficou junto com a gente por dois dias e estava ao nosso lado quando nos ‘encontramos ‘ com o Eddie após o 3º show. Sandro foi o sortudo dos 4 e recebeu do Ed varias palhetas e as dividiu com a gente. S2. Thaís, desde Curitiba 2005 vem se encontrando com a gente em todos os shows. Vinicius, o gaúcho que sempre ao se encontrar comigo falava em bom cearês: ‘E aí, macho!’, teve sorte após sorte durante os shows... Ele sentou ao nosso lado no primeiro dia. Estávamos na plateia mais alta...ele levou uma bandeira do Brasil personalizada, com o nome ‘EdVed’ a frente. Por causa disso, foi convidado pela produção que passava pela plateia (justamente na hora em que eu havia ido comprar agua e cerveja) para ir a área Vip. Ele aproveitou a ocasião e jogou a bandeira ao palco no fim do show, Eddie não viu e a bandeira ficou lá, no chão do palco enquanto a turma desmontava os equipamentos. Vinicius tentou pegar a bandeira junto aos seguranças, mas eles falavam que não podiam mexer em nada. Na cabeça dele, a bandeira estaria perdida, visto que o Ed não tinha se tocado dela... No dia seguinte, Eddie começa a ler um texto (em português) em que ele falava que tinha uma bandeira do Brasil em casa e que essa bandeira ficava em cima do piano dele(!). o texto falava que ele teria que tirar essa bandeira do piano pois ele tinha ganho uma outra na noite anterior. A bandeira era a do Vinicius (!) e foi levada ao palco e ficou por lá durante o resto do show. Quando me reencontrei com Vinicius após o show,  ele me confidenciou que chorava muito quando viu a bandeira no palco...e que algumas pessoas que estava em seu lado ficava olhando pra ele espantadas :)

      Eddie falando sobre a bandeira que ganhou do Vinicius

                      O Gigante Daniel


   Igual a foto de 2005 em Curitiba, nós mais uma vez com a Thaís

Daniel, que 'disputava' comigo no Instagram quem mais adicionava fotos do PJ, também foi outro que encontrei lá. Guilherme, que após um ano lado a lado na grade do Lollapalooza de 2013, nos reecontramos. Dudu, mesmo sendo de Fortaleza, não o conhecia pessoalmente e infelizmente nos falamos pouco...mas ele já disse que vai enviar textos para o Cruzando O País. 
Danilo, que foi apenas em um show, nos levou até eles (os shows) nas 3 noites e conseguiu a cadeira ao meu lado pra ver a apresentação... Foi um amigão nesses dias em Sampa.

                 Almoço na despedida de Sampa com o Danilo

Tem mais gente, muitas 'ainda' no mundo virtual do whatsapp, mas aí é outro texto...

Bom...os shows ficaram pra trás, as lembranças, definitivamente ficarão sempre bem guardadas. As amizades, mesmo distantes, espero que se firmem cada vez mais.

       Acreditem, não tem ninguém da capital paulista na foto \o/


Obrigado a todos!
Obrigado mesmo!





domingo, 27 de abril de 2014

Relíquias do Ten

Enquanto batiamos perna por aí, li algo sobre isso e achei interessante...

Vou colar aqui o texto da RollingStone Brasil;


A mesa de mixagem usada para gravar discos como Ten, do Pearl Jam, e Louder Than Love, do Soundgarden, precisa desesperadamente de reparos. Para reunir dinheiro suficiente para consertá-la, os donos do estúdio no qual ela se encontra, o London Bridge Studio, em Seattle, lançaram uma campanha de crowdfunding.
 Desde que foi instalada lá, em 1985, a Neve 8048, fabricada em 1973, já foi usada para gravar discos de Alice in Chains, Temple of the Dog, Mother Love Bone, 3 Doors Down, Death Cab for Cutie e Cat Power, entre outros.Agora, ela precisa de uma reforma bastante cara para continuar a ser usada. O estúdio busca arrecadar US$ 75 mil até este sábado, 19, para que o trabalho seja feito e ela volte à ativa.“Chegamos ao consenso de que a Neve era simplesmente muito importante para a comunidade musical de Seattle para ser substituída”, disse Eric Lilavois, um dos donos do London Bridge. “Ao invés de aumentarmos os preços do estúdio e o torná-lo inacessível para a comunidade musical, nós estamos convidando pessoas interessadas em conservar essa riqueza histórica a fazer parte da restauração e ajudar que a mesa esteja disponível por mais 40 anos.”O outro dono do estúdio, Jonathan Plum, diz que existem apenas algumas outras mesas Neve como esta nos Estados Unidos. “Nós estamos pedindo ajuda para a nossa comunidade”, disse. “A importância desta Neve e o significado histórico dela podem dar oportunidade para gerações de artistas que estão por vir.”Os prêmios pelas doações incluem camisetas com a estampa “Team Neve”, discos do Fleet Foxes autografados, uma pele de bateria assinada pelo 3 Doors Down, sessões no estúdio e, por US$ 15 mil, o doador terá um tempo no estúdio com um “produtor surpresa”. Um comunicado enviado à imprensa revela que se trataria de Rick Parashar, quem trabalhou nos discos Temple of the Dog(Temple of the Dog), Ten (Pearl Jam), Sap (Alice in Chains), Blind Melon (Blind Melon), Silver Side Up (Nickelback ) e Have a Nice Day (Bon Jovi), entre outros.





A matéria é do dia 18 de Abril.



sexta-feira, 11 de abril de 2014

Viagens Não Jammers - Paraná

##### Viagens Não Jammers #####
Por Tarso Marques

Você 'caiu' nessa pagina agora e fica se perguntando o que tem a ver um blog com a descrição de 'história de Cearenses que cruzam o País para ver shows do Pearl Jam' com uma postagem sobre viagens em cidades em que a banda nem ta tocando??? Bom, não só de viagens 'Jammers' vivemos, né?

Voltamos das nossas férias de uma semana por algumas cidades do Paraná (e de algumas de fora). Tudo foi bom demais. Bom mesmo. Mais uma vez Pablo segurou bem o ritmo frenético de ir a vários lugares que Eu e Adelana já adquirimos. Tá certo que entre um ponto e outro ele tira aquele cochilo, mas vamos combinar que isso é super bem vindo :)
Quando resolvemos a viagem ao Paraná, Lara & Cia moravam em Paranaguá, cidade litorânea e perto de Curitiba. Visualizávamos estadias divididas entre essas duas cidades e mais algumas por Santa Catarina, o estado vizinho... meses antes da viagem, tudo mudou, a turma do Paraná foi morar em Cascavel, longe de Curitiba e do outro lado do estado. Longe de Curitiba e um ‘perto longe’ de Foz do Iguaçu. Tivemos que reorganizar tudo.
Quando percebemos que tudo iria mudar, ficamos de cabelo em pé! A ideia cigana de percorrer Santa Catarina era algo que nos encantava bastante, mas hoje, após viver tudo que vivemos, percebemos que a mudança foi algo bem vindo. No fim das contas, também vivemos uma viagem cigana, em 7 dias visitamos: Cascavel, Foz do Iguaçu, Ciudad del Este (Paraguai), Puerto Iguazú (Argentina), Curitiba e Morretes. Bom, não?


Dia #1, Quarta-Feira: Aeroportos - 3 decolagens e 3 pousos no mesmo dia...

Já que as passagens foram compradas com a intenção de ir a Curitiba/Paranaguá, a rota obviamente seguia esse translato. Após a mudança de endereço, tentamos mudar o destino de Curitiba pra Foz. Não deu certo. As taxas para a mudança são altíssimas e comprar o roteiro Curitiba-Foz-Curitiba ficou mais em conta!

A energia infantil do Pablo nos acalma em alto ar. Incrível como não consigo um lugar relaxante nas cadeiras de avião. Não demoramos muito nos aeroportos de Guarulhos e Curitiba, mesmo assim a viagem foi dessa forma: saímos 9 da manhã de Fortaleza e chegamos as 7 da noite em Foz do Iguaçu – para depois disso tudo ainda enfrentar mais de uma hora até Cascavel (de carro).
 - De Fortaleza a SP: 3 horas – De SP a Curitiba: 50 minutos (tempo de uma cerveja no avião) – de Curitiba a Foz: 50 minutos (tempo de outra cerveja).
- De Foz a Cascavel, pouco mais de uma hora de carro...mas aí já estávamos com a sensação de ‘estar’ em casa. Leandro e Anny estavam conosco :)


Dia #2, Quinta-feira: Cascavel – Linda


Após os voos e carro na estrada, chegamos perto das 9 da noite na linda Cascavel. 



E quem nos recebe em casa? Lara, Lina e meu Pai! Isso mesmo. Acho que já havia falado aqui no blog, mas meu Pai e a Lina foram um dia antes para Cascavel. Colônia cearense em terras paranaenses.
Saímos no fim da manhã para passear pela cidade. Tudo muito limpo e organizado. Cascavel é do tipo da cidade que você imagina que a sua posso vir a ser. Fomos até o zoológico da cidade que fica em um grande bosque/parque. Detalhe é que não visualizamos seguranças na parte da entrada do Zoo, na parte do estacionamento idem e dentro do próprio zoológico também. Vale lembrar que o zoo é dentro de uma grande área verde com varias trilhas.



Após o zoo fomos a um grande lago ecologicamente/socialmente correto, com espaço para exercícios físicos pra dar e vender. Depois mais uma rodada pela cidade para constatar mais ainda a beleza dela.
No inicio da noite resolvemos que no dia seguinte iriamos para Foz do Iguaçu e ver se a cidade era as ‘cataratas’ toda que todos costumam dizer.


Dia #3, Sexta-feira: Foz do Iguaçu – Cataratas de Deus!


Ir a Foz e não visitar as Cataratas é como ir ao espaço e não visualizar o Sol ou a Lua. Chegamos a Foz e o nosso objetivo inicial era deixar as malas no hotel e ir direto ao Parque Nacional (lugar das Cataratas). Chegamos a Foz depois de Uma da tarde e o Parque Nacional funciona até as 5 (abre as 9 da manhã). Na chegada e durante o percurso, sentimos na pele o quanto o clima de Foz é parecido com Fortaleza. Quente!
Do hotel fomos ao Parque de ônibus que passava na rua paralela a do hotel. Descemos em frente (alias, lá é o ‘fim da linha’). Os valores para entrada do Parque Nacional são de acordo com a nacionalidade, o Brasileiro paga mais barato (clique aqui e veja os valores e o site do PN).



O lugar é lindo e antes de escrever sobre, já te adianto que vale a pena demais ir lá.
Após a compra dos ingressos, entramos em um ônibus especial (com dois andares sendo que o de cima é ‘aberto’) que nos leva as Cataratas. Porem, até antes da ‘parada’ das Cataratas, existem outras onde você pode descer e fazer trilhas. De poucos em poucos minutos passa outro ônibus. De ida ou volta.
O caminho que o ônibus percorre é ‘a la’ The Walking Dead (Seriado). Pra quem assiste a serie, a sensação de que a qualquer momento um zumbi vai sair das matas já é um atrativo. Buu!
Descemos na primeira parada que já se permite visualizar as Cataratas. O lugar é sensacional. E olha que a gente ainda visualiza de longe. Em seguida andamos em uma trilha até a parte que podemos ver de tão perto as quedas d’agua que chegamos a se molhar. Vá de roupas leves, pelo jeito lá é quente por boa parte do ano.





No percurso pelas trilhas somos alertados para ter cuidado com as Quatis, que são bichos que ficam livres pela mata e que se ver alguém comendo algo, podem avançar para tomar o alimento. O animal pode transmitir a raiva. Cruzamos com alguns durante o percurso e o animal é dócil e pelo jeito, são acostumados com o vem e vai das pessoas.

Descrever que o lugar é lindo é chover no molhado. É algo de Deus, essa é a mais pura verdade. O barulho e a constância da queda d’agua nos mostra algo poderoso e que pra nós só resta comtemplar. Divino aquilo.

Dia #4, Sábado: Brasil/Paraguai/Argentina - 3 países no mesmo dia e Palmas para a aniversariante!


Ciudad del Este, Paraguai
Esse dia foi algo sensacional! O dia começou cedo em Foz, havíamos fechado com uma Van para nos levar ao Paraguai – Ciudad Del Este – cruzamos a Ponte da Amizade com um engarrafamento nada gentil. A entrada de Cidade de Leste é uma piada. As reportagens que assistimos as vezes na TV é balela ou matéria paga, só pode. A verdade é que os primeiros metros quadrados do Paraguai pós Ponte ‘são do Brasil’, a língua portuguesa impera ali e desconfio que 90% da grana que rola ali seja de brasileiros. Nesse dia e no dia anterior, estavam Eu, Adelana e Pablo – meu Pai, Lina e a turma de Cascavel estavam a caminho de Foz.
Depois descobrimos que Sábado é um péssimo dia para visitar Cidade de Leste. Um formigueiro humano que se espreme entre as ruas pequenas e com ladeiras aqui e ali para complicar, com pequenas bancas nas calçadas nos forçando a muitas vezes andar pelas ruas sem sinalização que acaba transformando o transito parecido com que vemos na Índia. Enfim...algo sem lei. Isso tudo sem citar os vendedores ou malas que ficam a todo instante perguntando o repetido ‘O que procura, amigo?’.

O certo é que não fomos em um boa dia para se visitar pela primeira vez a cidade, como disse antes, o Sábado é conhecido como um dia cheio por lá. Além de tudo, fomos com a intenção de conhecer, não tinha nada em mente para comprar ou olhar valor, então acabou sendo só um lugar para caminhar, mas valeu a experiência, em uma próxima já sabemos ‘que armas usar’. Por falar em armas...é fácil ver armas (revolveres/escopetas/arma de choque) nas mãos de camelos. Tudo a venda.

Voltamos do Paraguai, na Van que estávamos haviam outros turistas, alguns trouxeram metade da cidade e por um instante fiquei na duvida se iria dar ‘bode’ a travessia de volta com tanta tralha. Sem problemas. Tanto o lado Paraguaio faz vista grossa quanto o lado brasileiro. É um bunda lê lê aquilo lá.
Chegamos com o cair do Sol no hotel, a turma de Cascavel já estava também em Foz. Eles tinham ido ao Parque Nacional. Nos falamos e foi descoberto por eles no hotel que eles estavam um guia com van que apartir dali seria o guia definitivo.
Combinamos de ir à Argentina a noite...

Puerto Iguazú, Argentina
(Justamente) Um ano depois estávamos Eu e Adelana entregando nossos documentos para ingressar em terras portenhas. Dessa vez a companhia do Pablo (além do restante da turma, claro) foi sensacional. Ele que durante todo o ano ficou falando em Argentina, após a nossa visita sem ele ao país vizinho.




Antes de parar para comer algo, fomos até o Marco das 3 fronteiras do lado argentino, como era noite, infelizmente não visualizamos os três países de forma clara, enxergamos apenas luzes e só assim ficamos sabendo que um a das luzes era o Paraguai e as outras era o Brasil. De dia aquilo ali deve ser bem mais legal.
No restaurante, já próximo da meia noite e a passagem para o dia 6 de Abril, surgiu a ideia dos parabéns surpresa a Adelana. Anny foi a organizadora de tudo e um pequeno bolo e champanhe foi providenciado pelo restaurante. Festa! Palmas e parabéns para a Adelana em terras portenhas. Um ano depois a história se repete e o mais bacana é que no inicio de tudo, no inicio da ideia da viagem, não pensamos que isso iria acontecer em terras argentinas de novo. Durante os ‘parabéns a você’, Pablo olha pra mim e diz: ‘de quem é o aniversário???’ e Eu respondo: ‘da Mamãe!’, ele arregalou os olhos e passou a cantar e bater palmas \o/
Após o jantar, ainda fomos a um Cassino para matar a vontade de meu Pai de conhecer um. Quando estava lá me senti naqueles filmes que mostram todo o glamour dos cassinos. Legal e com entrada franca.
O dia que teve inicio no café da manhã farto do hotel no Brasil, passou por almoço brasileiro no Paraguai e terminou em um jantar tipicamente argentino, só poderia ser sim classificado com um dos dias mais sensacionais e inesquecíveis. Pra quem mora perto ou em Foz, atravessar as fronteiras Paraguaias e Argentinas é algo bobo e normal, mas pra quem vem de um lugar que a fronteira internacional mais próxima é o mar, viver um dia em 3 países diferentes é algo incrível. Baita dia!

Dia #5, Domingo: Foz do Iguaçu – Grandeza de Itaipú, Sossego milenar e Um mundo Ruivo


No domingo fomos conhecer a Itaipu (Complexo da Usina Hidrelétrica), a entrada é paga e igualmente ao Parque Nacional, com valores diferentes para nacionalidades. São vários tipos de passeios, entre eles, um com visita a animais da região que vivem em um zoológico. O lugar é grandão. Antes de iniciar o passeio, assistimos um filme em uma enorme sala de cinema. Tudo ali é gigantesco e organizado. O ônibus que nos leva é no estilo de turismo (com dois andares e o de cima sendo aberto), com velocidade baixa e monitor passando informação durante o percurso até a barragem. Infelizmente a época não é de chuva, e não estava jorrando os tantos ‘zilhões de cubos d’agua’ a vontade.

Engraçado é que em Foz do Iguaçu temos duas grandes atrações: Parque Nacional e a Itaipu. A parte em que temos acesso ao complexo de Itaipu é em terras brasileiras, porem tudo nela é dividida entre Brasil-Paraguai. Já as Cataratas, são duas: a do Brasil e a outra da Argentina.


Depois de ficarmos de boca aberta com o tamanho daquelas paredes históricas, fomos ao Templo Budista, um lugar zen no ultimo volume. Porém ficamos pouco tempo por lá. Existia ainda a ideia de ir ao marco das 3 fronteiras no lado brasileiro, mas não deu certo :(
A noite de Domingo ainda reservava a nós um encontro com uma amiga nossa do tempo em que falávamos bastante com fãs do Nando Reis espalhados pelo país. Ela mora em Foz. Foi bacana o encontro, além de tudo, e apesar de ter sido no ultimo dia de nossa estadia, nos fez entender alguns pontos em relação ao vai e vem nas fronteiras.

Dia #6 Segunda-feira: Curitiba – Frio? Onde?


Saímos de Foz as 5 da matina, acordamos as 3. Fomos ao aeroporto junto do meu Pai e a Lina (o voo deles seria uma hora após o nosso, porém eles iriam retornar pra casa). Chegamos em Curitiba as 6 e as 7 já estávamos no hotel. Até aqui o frio estava bacana, mas depois disso, tudo virou calor. De vez em quando soprava uma brisa interessante, mas só. De cara recebemos uma noticia não muito agradável: o ônibus de turismo que percorre todos os pontos turísticos da cidade e que nos dá a opção de descer de um ônibus e subir em um próximo, não funcionava as Segundas-feiras. Pensamos em fazer o passeio que estávamos pensando em fazer no dia seguinte (Cidade de Morretes), mas daí imaginamos que a parte histórica/turística poderia estar fechada, no caso, seria pior.
Fazer um passeio por vários pontos dentro da cidade de taxi? Não. Isso seria uma loucura. Fomos de ônibus, que por sinal em Curitiba funciona e muito bem.







Voltamos a alguns lugares que fomos em 2005, dessa vez com o Pablo conosco, foi bem melhor. A cidade segue bonita, os pontos turísticos seguem da mesma forma. Comparei algumas fotos que tiramos em 2005 e até as cores nos locais são os mesmos (quer dizer, as prefeituras que entram e saem não pintam a cidade com as ‘cores’ do partido), a limpeza idem.
Quando percebemos, estávamos os 3 deitados em um dos parques que visitamos naquela tarde. Eram umas 4 da tarde e foi aí que percebi a quantidade de tempo que estávamos acordados. Pablo mais uma vez segurou bem e pelo jeito ele também gosta muito da maneira ‘não ficamos parados’ em viagem. Que bom.
Andamos ainda um pouco pelo centro na volta, nos perdemos um pouco e em seguida fomos andando até o hotel.


Dia #7, Terça-feira: Morretes – Barreado para turista comer





Morretes é uma pequena cidade ao leste do Paraná, fica bem próxima a Paranaguá. Já havíamos visitado Morretes em 2005 e a volta lá era uma espécie de ‘volta no tempo’. E foi mesmo. Igualmente a Curitiba, a cidade segue da mesma forma (apesar de uma enxurrada/grande chuva que ‘ela’ enfrentou alguns anos atrás), com suas ruas pequenas e placas com o prato principal da região expostos a cada esquina. Obvio que mais uma vez provamos o Barreado. E mais uma vez fiquei com a sensação que uma porção de Barreado serve umas 5 pessoas tranquilamente. Dessa vez o garçom nos mostrou o preparo com uma brincadeira no final...onde ele simplesmente, após preparar a porção no prato, o ergue e o deixa de cabeça pra baixo e não cai nada. Imagina como aquilo fica na barriga. Hahahahaha







A tarde em Morretes foi calma, ficamos um bom tempo sentados a mesa, Pablo brincando em brinquedos do restaurante. Acho que estávamos precisando do descanso e o Pablo, de brincadeiras ao ar livre.





Dia #8, Quarta-feira: Curitiba-Fortaleza – A maior das recordações


Chegamos ao ultimo dia da viagem. Tínhamos algumas tarefas a fazer naquela manhã, a principal delas: ir até a Pedreira (local do show do Pearl Jam em 2005) e a Opera de Arame. Na chegada a Curitiba fomos alertados que a Opera estava em reforma e a visitação livre a Pedreira não era permitida. Apesar disso resolvemos ir de qualquer forma. E sim, a Opera estava em reformas, mas mesmo assim podemos ir até ‘a porta’ e tirar algumas fotos, já a Pedreira, infelizmente não podemos ir até a área que é realizada os shows :(
E mais uma vez, nos espantamos como tudo ao redor, inclusive as lojas e alguns bares, continuam da mesma forma. A ida a Curitiba foi uma ‘volta no tempo’. Deu pra ‘rever’ muita coisa boa que aconteceu conosco naquela que foi a primeira viagem em que Eu e Adelana fomos ‘sozinhos’. Isso é, sem a companhia de familiares.

Por fim e antes das dicas que vou dar, o conselho que dou é: viaje e deixe de lado problemas que só servem para nos ‘matar’ aos poucos. Quando criança, escutamos muito o tal do ‘a vida é curta’ e realmente é a mais pura verdade, quando se percebe, um mundo de anos e oportunidades já se passaram por nossas mãos. Viaje! Conheça novos lugares e pessoas. Fica a dica :)


Dica...
* Não vá a Ciudad Del Este (Paraguai) nas Quartas ou Sábados, esses dias são conhecidos como o dia dos muambeiros. E se for fazer compras, pesquise bastante antes sobre o produto que vai comprar.
* O hotel que nos hospedamos em Foz é o Hotel Danny (ou dany). Recomendo. Localização boa (vizinho a uma grande padaria que nos salvou muitas vezes, inclusive no almoço). 
* Em Foz, da pra ir tranquilo de ônibus para o Parque Nacional ou Itaipu.
* Quer uma Van? Liga pro Vladimir: 45 99743278 e feche um pacote com ele pra ir em vários lugares.
* Curitiba e Cascavel: frio
* Foz, Ciudad Del Este e Morretes: Calor
* Puerto Iguazú não posso falar sobre, fui a noite. E a noite você sabe, ne...todos gatos são pardos :)
* Em Curitiba, visite a cidade com o ônibus de turismo. Infelizmente não o utilizamos, mas deve ser bacana. Ainda em Curitiba... no aeroporto, veja se o ônibus executivo que sai de lá (aeroporto) passa em frente ao hotel que você vai ficar, eles param na porta. O valor é 12 reais, o wifi é potente e bem rápido (utilizamos o ônibus do aeroporto na chegada e na partida).
* Vai viajar? Pesquise se o sistema de transporte publico funciona, se sim, use em alguns percursos e economize um pouco.
* Para chegar a Morretes (80 km de Curitiba) vá de ônibus pela Viação Graciosa ou de Trem (que deve ser massa!)
Mais uma vez embarcamos em uma viagem e a internet 3G da Vivo não nos deixa na mão. Até quando entramos no Paraguai e Argentina ele segurou o baque. Principalmente na Argentina.
Deixe pra comprar passagens de avião nos fins de semana, sempre tem promoção. Isso sem esquecer-se de olhar o cartão de credito e ver se ele acumula pontos para trocar por milhas :)

E por fim, e mais uma vez: baita viagem essa

No texto, algumas palavras estão em azul, clique nelas e veja fotos ou o site sobre o assunto :)






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