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sábado, 31 de maio de 2014

Eddie Vedder em São Paulo, 08/05/14 - Show #3

Por Tarso Marques


Se o primeiro dia da turnê foi o do reencontro e fim da ansiedade... e o segundo, se transformou em um ‘encontro de amigos’ onde velhas músicas são redescobertas do fundo do hd, o terceiro e ultimo dia de show (em SP) acabou sendo o da amizade, do olho no olho, do compartilhar sentimentos e presentes... enfim, a trilogia perfeita.

O dia naquela quinta-feira (8 de Maio) começou um pouco mais tarde...ou melhor, saímos do hotel um pouco mais tarde. Tudo por conta do incrível dia (mais um!) anterior. Parando agora pra escrever sobre esse dia, olhei as fotos da parte da manhã para relembrar um pouco de como foram as horas pré-show... olhei e relembrei tudo, vamos lá ao resumo?

A primeira foto foi tirada justamente ao meio dia, no cruzamento das Ruas Oscar Freire e Augusta. Rua Oscar Freire... por causa de uma serie de Tv (Oscar Freire 279 , que conta a história de uma acompanhante de luxo), essa rua acabou entrando nos destinos pretendidos pela Adelana. E que bom que a tal rua ficava apenas a duas quadras do hotel... fomos até o endereço e descobrimos que ele não existe :( na verdade o numero 279 não existe.



Da Oscar Freire fomos ao Museu do Futebol, que fica no estádio do Pacaembu. O lugar é um verdadeiro colírio pros olhos dos amantes do futebol. Escudos e bandeiras de diferentes clubes do Brasil estão espalhados por vários locais. Um verdadeiro hd de memorias está disponível para os visitantes, diversos gols históricos disponíveis, com depoimentos gravados por personalidades do assunto estão lá, com a ajuda da tecnologia. Por falar em tecnologia, não posso esquecer a verdadeira ‘maquina do tempo’, com imagens de fatos importantes no Brasil e no Mundo desde a primeira Copa até os dias atuais.
Detalhe para a nossa visita ao Museu do Futebol...
A visita custa 6 reais a cada visitante, mas justamente no dia em que fomos a entrada era 'de grátis' e quando estávamos andando por dentro do Museu, achei no chão uma nota de 10 reais \0/


De lá, usamos os 10 reais que surgiu sob nossos pés com um táxi e fomos até o shop Frei Caneca, para almoçar no OutBack (mais um destino da Adelana). A pedida: Bloomin’ Onion (ou Gigante Cebola Dourada, para os íntimos) e Ribs On the Barbie (Costela de Porco com molho barbecue) foi algo que deve ter me levado a cometer um dos 7 pecados capitais...ou não. Uma delicia que deve ser incentivado a outras pessoas que tenham a oportunidade de conhecer. Recomendo ;)







Após o gozo de ter comido divinamente bem (sem segundas intensões, por favor), voltamos umas 4 quadras até a Av Paulista. Quando chegamos na ‘Paulista’, descobrimos que estava rolando uma manifestação (!) nela. Algumas pedras foram jogadas perto da esquina em que estávamos, carros da policia a postos. Av Paulista parada! Atravessamos a avenida, nenhum carro, apenas alguns skatistas que aproveitavam o trânsito zero para poder brincar de levantar o skate pra cima e depois deixa-lo cair no chão (estranho...mas é incrível como skatista não tem cuidado com os skates tsc...tsc...tsc).





Chegamos ao hotel 4 da tarde.

Durante a volta ao hotel pós ‘Paulista’, Danilo nos enviou mensagem falando que já estava liberado do trabalho. Uma hora mais cedo(!)
O combinado para aquele dia seria o Danilo (que não iria ao show) pegar Sandro e Dani (Casal de Maringá) na Paulista as 5 e logo em seguida, Eu e Adelana na Av 9 de Julho... como o Danilo saiu bem mais cedo, tanto nós ainda estávamos indo pro hotel, como Sandro e Dani também. O casal de Maringá estava mais distante ainda. Mesmo assim Danilo, com sua calma típica de baiano, resolveu esperar. Eles nos pegaram as 5.

Durante o percurso hotel-citibank hall, Danilo nos falou que a manifestação do dia era justamente contra a área em que ele trabalha e que a empresa ‘dele’ estava no ‘percurso’ dos manifestantes. Resultado: todos os funcionários liberados.
Danilo nos deixou no bar/restaurante (sem cardápio) vizinho ao Citibank. Entre uma cerveja e outra, resolvemos os 4 que naquela noite iriamos ficar após o show até o Eddie sair.




Igualmente a noite anterior, o bar encheu rápido. Pessoas com vários sotaques diferentes em uma grande mesa, a conversa nem sempre girava em torno da música, quase sempre tinha algo haver com as cidades natais. A nossa Fortaleza sempre era recebida com surpresa, por ser um lugar distante pra ser deixada pra trás por causa de um show... e logo se transformava, após a admiração da coragem nossa, no lugar dos sonhos das férias imaginarias.

Pouco antes de 8 da noite entramos no Citibank Hall, dessa vez Eu e Adelana iriamos ficar na parte Vip (por coincidência, o Casal de Maringá também). Antes de o show começar, percebemos o quão é perto a primeira fileira do palco (nós estávamos na fileira de letra ‘E’...quer dizer, existiam 4 fileiras entre nós e o palco). A visão, obviamente bem melhor que as dos dias anteriores, porém a cadeira deixava a desejar  :(


Glen Hansard no palco. Como nas noites anteriores,ele foi bem simpático e com um repertorio bacana. Glen faz o tipo de show que até quem não conhece suas músicas curte o tempo ‘gasto’. Ele agradeceu bastante ao publico pela recepção e respeito, falou também sobre o transito caótico e dos loucos motoqueiros que passam em alta velocidade nos ‘corredores’ que se formam entre um carro e outro.



Eddie no palco. As conversas e piadas se repetiam fluentemente. Ao meu lado, uma garota que parecia estar em uma aula de inglês, tudo que ela ‘respondia’ ao Ed era em inglês... tipo... se você quer que ele te escute, você tem que gritar, e claro, falar em inglês. Mas se você apenas o responde baixo, quase que pra si mesmo, por que em inglês?
O show foi rolando normalmente, as musicas ‘novas’ iam surgindo vez por outra. Por falar em música nova, Vedder tocou uma música que deve estar em um álbum próximo.


Mais uma vez o show foi se transformando em algo bem familiar/próximo, as conversas com a ‘Voz de Deus’ continuavam também. ‘Voz de Deus’??? bom...nos últimos textos citei a história de uma voz forte, alta e bem definida que vez por outra surgia na multidão. Eddie a batizou de ‘Voz de Deus’ e de vez em quando o próprio Ed perguntava onde estava a voz. Nessa noite, Vedder convidou a ‘Voz de Deus’ para ir ao palco e cantar junto com ele a música do The Clash... porém o dono da Voz, que estava em uma das plateias mais altas, desceu as escadas em disparada em direção a parte do citibank em que não dava pra ver o show (parte de banheiros e alimentação que fica atrás das arquibancadas) e não conseguiu convencer os seguranças, que estavam naquela área, que o cantor o estava chamando para ir ao palco...
Em meio a isso tudo...todos na plateia ficavam em silencio, esperando a Voz se pronunciar e ser visto. Mas não foi. Aproveitando a oportunidade, um outro fã foi até o palco e conseguiu subir e cantar.
Pronto... aqui nesse ponto do texto vou resumir as experiências desses dois personagens: o dono da ‘Voz de Deus’ e do Sergio, o fã que subiu ao palco.

Sergio, mais conhecido como Sergio Vedder, é vocalista de uma banda cover do PJ, além disso ele também se apresenta como cover solo do EV. No mundo jammer brasileiro, ele é bastante conhecido. Enfim... Sergio subiu ao palco e cantou muito bem Should stay Or should i Go? E realizou um sonho que ele deve ter desde sempre... no fim daquele noite, Sergio esperou a saída do Ed e o entregou alguns cd´s, informativos e nome da pagina dele na web. Adiantando o tempo e chegando ao show no Rio (que eu não fui), Ed avistou o Sergio na plateia e o chamou ao palco. Vedder se lembrou do nome do fã, o mandou sentar no palco, falou que nunca tinha conhecido alguém como Sergio (que se veste e tem guitarras iguais as do Ed) e lhe presenteou com o pedestal e microfone que estava usando. Sergio desceu do palco e acho que até hoje as pernas dele devem estar balançando.

A ‘Voz de Deus’, havia perdido a oportunidade em São Paulo, mas Victor Sorriso, dono da Voz, também ia ao show do Rio...e lá ele protagonizou uma das imagens mais compartilhada por fãs do PJ ao redor do mundo. No Rio ele foi mais uma vez convidado a subir ao palco e dessa vez tudo correu bem, ele cantou a musica do The Clash com Ed e no fim, fez a selfie que todo fã jammer sonha em fazer :)




Voltando ao terceiro show de São Paulo...
Além do Sergio no palco, Ed falou sobre um casal que havia se tornado noivos na noite anterior e eis que o casal estava de novo nesse dia (e na fileira atrás da nossa) e logo se levantaram, foram vistos pelo Vedder e convidados a subirem ao palco. Ed os dedicou uma musica.



O show, mais uma vez conseguiu ser inesquecível, trazendo em mente varias boas recordações e sentimentos do bem. Pablo, de novo, foi sentido a falta ao nosso lado, mas se Deus quiser numa próxima ele vai estar!
O pós-show dessa vez foi bem mais longo, estávamos os 4 - Eu, Adelana, Sandro e Dani – dispostos a aguentar o frio interessante que estava fazendo naquela madrugada e esperar junto a uns outros 60 loucos pela saída do Eddie.
No dia seguinte Eu e Adelana tínhamos em mente uma ida básica ao Museu do Ipiranga (que acabamos não indo, fomos a outros lugares) e o Casal de Maringá iria cedo ao aeroporto e voltar pra casa... quer dizer, ficar ali, na saída do Citibank junto a outros tantos, jogando conversa fora e esperando o Ed, acabava sendo uma atração a mais ;)

Vedder apareceu, fotos eram proibidas (no outro dia vi um vídeo onde algumas pessoas se encontraram pela manhã com o Eddie na saída dohotel, lá todos estavam tirando fotos e filmando...acho que a proibição por não fotos a noite tem algo haver com flashes :( ). As 60 e poucas pessoas estavam espalhadas em uma espécie de fila, esperando por algo que ninguém sabia o que realmente era. 
Vedder vem conversando com alguns e sorrindo pra todos. Quando enfim ele chegou junto a gente, o mostrei a camisa que nós tínhamos feito pra ir ao show, ele sorriu e disse: ‘Nice!’, eu falei que era pra ele...nesse momento um filha da puta se joga a frente e fala algo e tira a atenção do Ed. Em meio a essa confusão, Vedder avista Sandro e Dani que estavam ao meu lado, aperta a mão do Sandro e segue adiante.
É bobo e grandioso isso tudo. Por mais que eu escreva sobre isso, assim como foram os breves segundos em Buenos Aires que também ficamos perto do Ed ou em Curitiba (2005) que Mike autografou em um pedaço pequeno de papel, não vou chegar a uma conclusão sensata sobre isso. É algo bom? É, me sinto bem e fico feliz quando lembro de tudo. É bobo? Olhando friamente, e esquecendo que ali rola sentimentos, é sim.
Já ganhei algo com essas três experiências? Sim. E muito! Isso é fato.

No fim de tudo, acho que algumas pessoas dão pouca importância a coisas simples, que no fim de tudo são as que (também) valem a pena. Viver é uma delas.

No caminho até o taxi, falei da infelicidade de não ter ganhado nenhuma das varias palhetas que o Vedder vinha distribuindo...eis que o Sandro olha pra mim e fala, com aquele sotaque de Paranaense: ‘Cara, tenho no bolso umas 4 palhetas que ele me entregou quando segurou a minha mão, uma delas é de vocês’.  No taxi foi cogitado Eu e Adelana ficarmos com 2 palhetas e eles dois, com as outras duas...mas daí lembramos do Danilo, e foi pra ele a quarta palheta :)



Alguns dias atrás, vi na pagina do Facebook do Milton Nascimento uma foto dele com o Erasmo Carlos. Os dois estavam sorrindo na foto, na mão do Milton, uma palheta. A legenda dizia: ‘fui assistir ao showzão do meu grande amigo Erasmo Carlos e fui presenteado com sua palheta antes do bis. obrigado Tremendão!’. Fiquei olhando a foto e pensei que ele poderia simplesmente ter tirado a foto e pronto, mas algo ‘bobo’ o fez registrar a palheta conquistada. 
É simples, é quase que sem valor financeiro, é pequeno...a olhos que apenas veem, mas não enxergam.

Feliz demais por esses dias, feliz demais pelas amizades, feliz demais pelos atos generosos e mãos estendidas, feliz demais pelo reencontro breve contado em segundos.



Isso tudo foi: ‘Nice!

Até a próxima, se Deus quiser!!!



P.s. Nos 3 shows foram tocadas 96 musicas, 63 diferentes :)
P.s. 2: O texto ainda vai ser atualizado com vídeos de Sergio Vedder e do Casal no Palco. Meu Pc está queimado, e é lá que estão esses vídeos :(






Abaixo, seti-list do show, link para baixar o aúdio do show gravado por mim via celular e (lindo) poster do show.



Set List show #3

01. Long Road
02. Brain Damage
03. Sometimes
04. Can’t Keep
05. Sleeping By Myself
06. Without You
07. You’re True
08. Broken Heart
09. Elderly Woman Behind The Counter In A Small Town
10. Love Boat Captain
11. Far Behind
12. Setting Forth
13. Guaranteed
14. Rise
15. Long Nights (com Glen Hansard)
16. Immortality
17. You’ve Got To Hide Your Love Away
18. Betterman
19. Just Breathe
20. Lukin
21. Porch
22. Sleepless Nights (com Glen Hansard)
23. Society (com Glen Hansard)
24. Falling Slowly (com Glen Hansard)
25. Should I Stay Or Should I Go? (com Sergio)
26. Better Days
27. Rockin’ In The Free World
Bis
28. Hard Sun (com Glen Hansard)
29. Dream A Little Dream Of Me












segunda-feira, 19 de maio de 2014

Eddie Vedder em São Paulo, 07/05/2014 - Show #2

Por Tarso Marques



Manhã de ­­­­7 de Maio. Acordamos cedo naquele dia. Ainda estava bastante presente o que havíamos sentido na noite anterior, e a excitação pelo repeteco de sentimentos que estava marcado para aquela noite ajudou bastante para que nós descêssemos cedo para o café da manhã.
Ainda não sabíamos (claro), mas o show daquela noite seria o melhor dos 3 da turnê em São Paulo.

Igualmente ao dia anterior, ficou certo de irmos ao Citibank Hall com o Danilo, porém, naquele dia iriamos ter que se encontrar com ele as 4 da tarde (e não as 5, como foi no dia anterior), pois aquele dia da semana correspondia a placa do carro dele no rodizio de carros no irritante transito paulistano. Por causa disso, nos programamos (Eu e Adelana) para visitar lugares próximos a Av Paulista ou que precisássemos pegar apenas Metrô.
Fomos a Galeria do Rock.
Engraçado é que quando saímos do hotel, perguntamos a recepcionista a quantas quadras estávamos da ‘Paulista’, ela nos disse que eram apenas 6 quadras. ‘Ótimo, da pra ir conhecendo a área’ – pensamos na hora... não esperávamos que seriam 6 quadras de subida verticalmente cansativa :(
1 quadra subindo = 2 'normais'.

Passamos no Parque Mario Covas, que fica na Av Paulista. Um ponto para auxilio a turistas funciona lá. Muito bacana. Eu já havia ido até lá ano passado, e parece que não mudou nada. Até o funcionário é o mesmo. Lembro que enquanto estávamos lá e falamos que tínhamos tempo para apenas um pequeno passeio, ele nos perguntou o por que de nossa viagem a São Paulo (ele vai no perfil do turista para indicar os lugares a serem visitados), quando falamos que era por causa do show do Eddie Vedder, ele fez uma cara de quem ta tentando lembrar do nome, mas o segurança do local que estava ao lado de imediato disse: ‘ah, da banda Pearl Jam, é lá no Citibank o show’.

Saímos de lá, andamos um pouco pela ‘Paulista’... Espetacular aquele lugar. Típico lugar que você anda e sente que está misturado a todo tipo de gente, povos e costumes.
Chegamos na Estação Consolação (do Metrô) na própria Av Paulista. No subsolo há um mundo de lojas e pessoas que passam apresadas. Não pegamos o ‘trem’ nessa estação. Existe uma ligação, a base de esteiras, que nos leva a Estação Paulista, e era lá que iriamos pegar o Metrô.
Agora vem o inusitado: A Estação Consolação fica na Av Paulista. E a Estação Paulista fica na Av da Consolação. As avenidas são perpendiculares e as Estações interligadas pelo subsolo. 
No fim das contas, São Paulo, com seu sistema de Metrô que liga os 4 pontos extremos da cidade e mais os tuneis em todos os lugares, parece ser uma cidade oca por baixo.

Chegamos a Galeria do Rock, aonde o barulho do motor de tatuagem disputa de frente com o som das guitarras que vem dos sons das lojas de discos. Além de música e tatoo, a Galeria tem varias lojas de roupas, acessórios e lanchonetes. Para o publico alvo, é uma mão na roda. Lá compramos roupas e acessórios (extraídos dos desenhos animados e vídeo games) para o Pablo e Acássio.
Almoçamos (e bem) próximo a Galeria, e diferente ao ano passado, dessa vez passei pelo cruzamento da Av Ipiranga e São João e não parei pra registrar o que aconteceu com meu coração :)

Voltamos de Metrô até a Paulista e o resto do percurso fizemos ladeira abaixo, até porque assim todo santo ajuda, né?


Chegamos no hotel próximo das 3 da tarde e a carona às 4.
Dessa vez, além do Danilo, estavam no carro o casal Sandro e Dani, que haviam chegado de Maringá naquela manhã e estavam usufruindo também da gentileza baiana que o Danilo estava nos proporcionando.
Já falei em outro texto sobre as amizades que fizemos nesses dias em São Paulo e igualmente a todos os familiares da Adelana que nos receberam muito bem em Guarulhos, Danilo, que há uns 2 anos mora em São Paulo, foi nosso braço direito na capital. Nos ajudou bastante. Inclusive nos dias em que ele não foi ao show.


Chegamos antes das 5 ao local do show. Danilo nos deixou lá e foi em casa vestir o ‘vestido’ especial para o show. Sentamos Eu, Adelana, Dani e Sandro. O local, um restaurante sem cardápio, fica ao lado da entrada do estacionamento do ‘Citi’. O local enche rápido com a turma que vai assistir ao show. A mistura de sotaques é um dos pontos interessantes. Vinicius e Thaís também apareceram por lá... por sinal eles continuaram lá no bar quando resolvemos ir para a frente do Citibank Hall (faltava menos de meia hora para abrir o local), e quando nos reencontramos dentro do local do show, Vinicius nos mostrou fotos com o Glen Hansard, que tinha ido ao bar tomar uma cervejas com a namorada :)

Vinicius com Glen Hansard

O show, que teve 34 músicas, foi um verdadeiro resgaste de canções antigas e ‘lados B’ do Pearl Jam (em seus shows solo, Eddie costuma montar o repertorio em cima de musicas dos seus dois álbuns solo, musicas do PJ escritas por ele e alguns covers de outras bandas).
Do repertorio, 12 músicas me fizeram lembrar muito do Pablo e mais uma vez o senti/imaginei ele ao nosso lado. Tenha uma certeza mais que absoluta que ele iria curtir demais os shows... e nós (Eu e Adelana) teríamos entre a gente alguém vivenciando aquele mar de alegria e duvida que os shows do Pearl Jam e do Eddie Vedder costumam ser. Teríamos alguém inocente ao nosso lado, assim como um dia já fomos juntos... e com a mesma trilha sonora.


Nesse show foi tocada Speed of Sound, primeira música do PJ que o Pablo cantou. Na hora em que o EV a anunciou, lembrei do rostinho do Pablo, redondinho de gordo quando ele tinha pouco mais de 2 anos. Foi um dos momentos mais incríveis não só dos shows, mas de toda a viagem. Clique aqui e veja o video do Pablo.

No 'player' abaixo, clique para ouvir o áudio de Speed Of Sound gravada por mim. Da pra ouvir a minha reação ao ouvir o nome da música ;) 
Speed Of Sound by Pearl Jam on Grooveshark
Talvez não seja possível ouvir via celular :(


Além de Speed Of Sound, destaques para Soon Forget, Wishlist e Off He Goes.
Por falar em Off He Goes, essa talvez tenha sido a música com que me imaginei segurando um cartaz pedindo pra ser tocada. Não precisou :)

Como disse no inicio, esse show foi um verdadeiro leque de antigas canções, muitas delas fiquei pensando há quantos anos atrás não as ouvia. A cover Walking The Cow (primeira musica do show) foi uma delas. Sobre essa música...quando a ouvi no show, fiquei buscando na memória quando exatamente eu a tinha ouvido e fiquei em uma duvida tremenda. Apenas tive a certeza que fazia tempo o bastante para poder lembrar...e agora, escrevendo esse texto, resolvi ouvir a versão original, do Daniel Johnston... e percebi a tamanha magica que o Vedder fez com essa música. incrível como ele pegou um carvão ainda em chamas e o transformou em um lindo diamante negro. (confira aqui a versão do Jahnston  e aqui a do Eddie Vedder)

Além das músicas, alguns fatos merecem destaque: Eddie bem mais solto que a noite anterior, com piadas entre uma canção e outra. Em dos casos, ele começou a falar (em inglês) que o português dele é ‘uma merda’. Enquanto ele falava, uma voz masculina grita da plateia: ‘I love you, Eddie!’, Ed olha pra platéia e responde também em inglês: ‘I dont understand portuguese’.

Dança a la Michael Jackson e uma musica sem ajuda dos microfones e violão plugado em caixas de som foram uma das variáveis no palco. Uma pessoa da plateia foi convidada para cantar com ele a música Should I Stay or Shoul I Go?, do The Clash. O ‘bate papo’ com a ‘Voz de Deus’ (que citei no texto anterior) foi mais uma vez repetida e assim seria também no show seguinte.

Fim de show. 
Dessa vez alguns minutos depois da meia noite. 
Estávamos mais uma vez com a alma lavada e com a certeza que estávamos no lugar certo.
A volta do segundo show foi de carro, com o Danilo. Ainda ficamos um bom tempo la por fora do ‘Citi’, aguardando a saída do Eddie, mas Danilo tinha trabalho cedo no dia seguinte e saímos de lá perto da 1:30 da manhã. Ele voltou até próximo do trabalho para deixar a nós e o casal de Maringá (que estavam próximos a Paulista) nos hotéis.


Chegamos no hotel, a Adelana pediu o capuccino para dormir (!) e subimos.


I Am Mine, Sleepless Nights (no gogó) e You’ve Got To Hide Your Love Away 


Mais um show/momento pra se guardar em sete chaves. Restava um ainda.

...Na contagem das músicas: 67 em dois shows. 56 diferentes. 


Abaixo, link para baixar o áudio do show (gravado por mim, no celular), set-list e o Poster do dia.

Link para baixar o áudio do show




01. Walking The Cow
02. Trouble
03. Dead Man Walking
04. Can’t Keep
05. Sleeping By Myself
06. Without You
07. Soon Forget
08. Light Today
09. Throw Your Arms Around Me
10. I’m One
11. Speed Of Sound
12. I Am Mine
13. Man Of The Hour
14. Wishlist
15. Far Behind
16. Setting Forth
17. Guaranteed
18. Long Nights ( com Glen Hansard)
19. You’ve Got To Hide Your Love Away
20. Unthought Known
21. Picture In A Frame
22. Future Days
23. Masters Of War
24. Porch
25.
Sleepless Nights ( com Glen Hansard)
26. Música nova, ainda sem titulo
27.
Society (com Glen Hansard)
28. Falling Slowly (com Glen Hansard)
29. Last Kiss
30. Should I Stay Or Should I Go?(Com  Marcelo da plateia)
31. Off He Goes
32. Open All Night
33. Better Days

Parada 1
34. Hard Sun (Com Glen Hansard)














quarta-feira, 14 de maio de 2014

Eddie Vedder em São Paulo, 06/05/2014 - Show #1

Por Tarso Marques


Bom...tá mais que na hora de começar a registrar como foram os 3 dias (6,7 e 8 de Maio) de shows...
Já estamos em 14/05, quer dizer: quase uma semana após o ultimo show do Eddie Vedder em São Paulo.

A Terça-Feira (6 de Maio) começou ainda em Guarulhos e por lá ficamos até após o almoço. A estadia na casa da Tia da Adelana estava chegando ao fim. Já falei aqui no blog como foram bons os 4 dias que passamos lá. Bom mesmo.


Chegamos em São Paulo por volta das duas da tarde e acreditem, Adelana mal deixou as malas no hotel, correu para um salão para dar um retoque na cabeleira (até porque ela tinha um encontro com o Sr Eddie naquele dia). O trajeto Hotel-Citibank Hall iria ser feito via metrô, porém...surgiu o Danilo (que comentei sobre ele em outro texto) e acabou nos levando ao show.




Chegamos por volta das 6 da tarde, o show estava previsto para às 21:30 (a abertura com o Glen Hansard: 20:30). As cadeiras numeradas ajudava no sentido de ‘poder chegar’ a qualquer hora antes do show. Pela primeira vez estava em um show dessa forma e foi boa a experiência.

Indo direto ao fim de tudo, informo que foram 33 músicas tocadas por Eddie (Glen Hansard fez um show bem reduzido: 7 músicas apenas), algumas dessas, foram a pedido da plateia que conversava com Ed entre as canções. Engraçado como um show em lugar pequeno e fechado acaba se transformando em algo meio parecido com a sala de casa. Qualquer um tem voz e momento para falar. Tá certo que às vezes aparece uns chatos e insistem em algo bobo, mas isso também tem em uma reunião em casa, não? :)

No meio desse ‘bate papo’, surgiu uma voz grave, alta e bem definida vindo da plateia. Eddie o batizou de: Voz de Deus. Mais a frente, nos textos seguintes, volto a falar sobre a tal voz...

Eddie se concentrava no meio do palco do Citibank Hall, em volta dele tinha alguns violões, guitarras, Ukeleles (o primo gringo do Cavaquinho), uma espécie de ‘micro system’ retrô-cult e um tapete redondo estendido por toda essa área aflorava mais ainda a ideia da ‘sala de casa’ em que o show se transforma. É nesse ambiente em que Vedder fica 90% do show, sentado em um banquinho enquanto reversa os instrumentos e vai até a plateia para presentear alguém com alguma palheta.
A gente, láaaaaaaa na plateia mais alta, curtia um vento extremamente frio que saia da tubulação do local. O ponto alto era: ninguém a sua frente (devido o local ser em subida, como uma arquibancada de estádio) e a qualidade do som.
Das 33 músicas do show, umas 12 me fez lembrar muito do Pablo... foram músicas que sei que ele canta sem parar em casa... e que faz sempre eu imaginá-lo conosco em um show do Pearl Jam (ou Eddie, no caso).
A verdade é que uma oportunidade igual a essa vai ser difícil outra vez, um show com lugares marcados...ou melhor dizendo: um show com a plateia calma :)

No set-list, destaque para: Sometimes, Crazy Mary, Bugs e Parting Ways.


'Crazy Mary' 




Saímos do Citibank Hall com um sorrisão no rosto. Alias... era fácil visualizar a alegria em volta.





O show terminou meia noite em ponto e a ideia de pegar o metrô para voltar ao hotel foi se apagando aos poucos (a estação do metrô próxima ao ‘Citi’ fechava às 00:07), mas quando chegamos na avenida que iriamos pegar um táxi, avistei um ônibus parado, na placa: Av 9 de Julho. Justamente a avenida em que estávamos...algumas pessoas que saiam do show entraram. E nós também. Em menos de 15 minutos estávamos no hotel.

Ed Fazendo graça com Glen ('Ele adora filme porno') e os dois cantando 'Sleepless Nights'


Sim...o dia 6 de Maio ou melhor: a serie de 3 shows do Eddie havia começado ganhando. E de goleada!



Abaixo: Set-list do show, Áudio gravado pela platéia e o Poster \0/

Link para baixar o áudio  do show (gravado pela platéia) 

01. The Moon Son
02. Can’t Keep
03. Without You
04. Sleeping By Myself
05. More Than You Know
06. Sometimes
07. Immortality
08. The Needle and The Damage Done
09. Driftin’
10. Good Woman
11. Thumbing My Way
12. Instrumental - Guitarra
13. Far Behind
14. Guaranteed
15. No Ceiling
16. Rise
17. Better Man
18. Lukin
19. Nova música, ainda sem nome :)
20. Porch

Encore Break 1

21. Just Breathe
22. Unthought Known
23. Crazy Mary
24. Sleepless Nights (Com Glen Hansard)
25. Society (Com Glen Hansard)
26. Falling Slowly (Com Glen Hansard)
27. Elderly Woman Behind The Counter In A Small Town
28. Parting Ways
29. I Believe In Miracles
30. The End
31. Arc
32. Bugs
33. Hard Sun (Com Glen Hansard)








P.s.:  Dica: Se você está em Guarulhos, a dica quando você tem que ir de táxi para São Paulo é: vá até a divisa das duas cidades e após isso, pegue um táxi que seja da capital. Se você pegar um táxi de Guarulhos, eles vão te cobrar uma taxa a mais por ‘ cruzar’ a divisa das duas cidades. E caso esteja chegando no aeroporto (de avião) e tenha que ir a São Paulo, pegue os ônibus da Companhia que você voou (Tam, Gol ou Azul) até o aeroporto do Congonhas.



terça-feira, 30 de abril de 2013

Set-list e Show em Santiago, Chile (Lollapalooza 2013)


Bom, apesar dos dias que já se passaram, lá vai eu atualizar um set list que faltou aqui no Cruzando o País...
No dia do show no Chile a gente ainda estava de férias na Argentina, então só agora (no derradeiro dia de Abril) vou jogar aqui o set list do show do dia 6 de Abril, em Santiago.

Release
Go
Even Flow
Do the Evolution
Corduroy
Amongst the Waves
Why Go
Severed Hand
Not For You
Got Some
Just Breathe
Once
Unthought Known
Daughter (It’s OK tag)
Elderly Woman Behind The Counter In A Small Town
Porch

Bis:

Present Tense
Animal
Given to Fly
Jeremy
Black
Sonic Reducer (Dead Boys cover)
Alive
Rockin’ in the Free World (Neil Young cover)
Yellow Ledbetter

Lembrando que nesse show, em Sonic Reducer, um fã chileno foi convidado a tocar a musica com eles. E em  Rockin in the Free World, que subiu ao palco foi Perry Farrell (idealizador do Lollapalooza e Josh Homme, do Queens of the Stone Age)

Abaixo o vídeo do show (completo) do Pearl Jam no Lollapalooza Chile 2013 - Lembrando que o show foi transmitido ao vivo via web.






terça-feira, 23 de abril de 2013

Números dos 4 shows que fui...


Passei alguns minutinhos (ok, não devia ser no diminuitivo, mas sim no aumentativo) analisando os 4 shows do Pearl Jam (que fui) e cheguei a números interessantes (que não vai levar a nada).

Vejam bem – e não se percam -, nos 4 shows (Curtiba 05/ Rio 11/ SãoPaulo 13/Buenos Aires 13) o Pearl Jam tocou 109 musicas. Uma media de 27,25 musicas por show. O show com mais musicas foi o do Rio: 30 e o menor foi de BsAs: 25.

Das 109 musicas, apenas 10 delas estão em todos os 4 shows (pouco mais de 10%).
4 canções apareceram em 3 shows e 13 foram lembradas em 2 deles.
31 musicas foram tocadas apenas uma vez (quer dizer, mais que um set list completo só com ‘novidades’)

Resolvi também fazer uma comparação dos dois últimos shows que fui: São Paulo e Buenos Aires (os shows foram com uma diferença de 3 dias) e vi que 52 musicas foram tocadas nesses dois shows. 15 canções foram tocadas nas duas cidades.

Outra loucura de comparação foi sobre qual show dos 4 teve mais musicas sem que essa canção fosse tocada em nenhum outro dos 4 shows (entenderam?).
O show de Curitiba foi o mais ‘autêntico’ (das 26 do show), 12 musicas não foram repetidas em nenhum outro show.
Já o Rio, das 30 do set list, 10 só tocaram na cidade maravilhosa (estaticamente/proporcionalmente falando, Rio leva vantagem sobre Curitiba)
Em São Paulo, 6 musicas (das 27 do show) não foram repetidas nas outras apresentações.
Buenos Aires ficou com 4 musicas exclusivas.

Além disso, não posso deixar de registrar os covers, como não? Bandas como Ramones, Pink Floyd, Neil Young, The Who e MC5 tiveram gravações em formato ‘Jammer’.

E agora a estática mais inusitada: apenas uma musica está sempre na mesma posição na grade do show, Yellow Led Better, sempre sendo a ultima de cada apresentação.


Após isso tudo, vamos dar nomes aos bois?

Even Flow, Alive, Better Man, Corduroy, Black, Do The Evolution, Given to Fly, I Believe in Miracles, Jeremy e Yellow Led Better são as musicas tocadas em todos os shows.

Daughter, Rearviewmirror, Small Town e Got Some, essas são que foram tocadas em 3 shows.

Not For You, Free World, Lukin, Save You, Wishlist, Animal, Just Breathe, Why Go, Interstellar Overdrive, Nothingman, Unthought Known,  State of Love and Trust e Go, aqui é a lista das que foram lembradas em 2 shows.

Release, In Hiding, Deep, Hail, Hail, I Got Id, Comatose, Olé, Insignificance, World Wide Suicide, Baba O´Riley, Last Exit, Blood, Faithful, Habit, Immortality, The Fixer, Come back, Of The Earth, Mother, Indifference, Dissident, Sad, Grievance, Down, Once, Porch, Last Kiss, Spin the Black Circle, Kick of the Jam, Whipping e Glorifield G, essas foram tocadas apenas uma vez.

Bom, deu pra pirar ou esclareceu alguma coisa? rs.

Acho que com isso fica evidente como são diferentes os shows do PJ, mesmo quando tem shows próximos, como os de Sampa e BsAs, quando apenas 15 repetiram de 52 tocadas, mostra como a banda está sempre em mudança quando o quesito é set list.



Ah, e não acabou...
Nos 4 shows, devo ter bebido (antes, durante e depois) uns 2 (ou 3) copos de cerveja. Apenas o show de São Paulo não fui com a Adelana e nem com um amigo de longas datas (fui com recém conhecidos do Facebook, que devo falar sobre isso mais a frente). Paulo Cabeça e Dani foram outras duas pessoas que nos acompanharam (show do Rio e Curitiba, respectivamente)

Espero refazer todas essas anotações após a próxima turnê...




sábado, 13 de abril de 2013

Show completo de Buenos Aires 2013

Vídeo do show do Pearl Jam no Festival Pepsi Music 2013 (Argentina). Show realizado no dia 03/04/2013




Release
Even Flow
Lukin
Corduroy
In Hiding
Save You
Deep
Jeremy
Wishlist
Hail Hail
Given To Fly
I Got ID
Daughter/It´s Ok
Got Some
Better Man
Elderly Woman Behind The Counter In A Small Town
Rearviewmirror
Bis
Do The Evolution
Animal
Just Breathe
Black
I Believe In Miracles (Ramones)
Alive
Rockin’ In The Free World (Neil Young)
Yellow Ledbetter

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Pearl Jam, 03/04/2013 - Buenos Aires


[DIA 03/04/2013 - O SHOW]


Ver mapa maior

Após uma manhã bastante proveitosa passando por vários lugares da cidade e de ter inclusive visto dois brasileiros dentro do ônibus de turismo que também iriam ao festival por causa do Pearl Jam (eles eram de Porto Alegre e me falaram que conheceram dois caras de Fortaleza no hotel e que também estavam em BsAs para ver o show), havia chegado a hora de irmos para o Festival Pepsi Music (pode ser Pepsi?). Durante as varias voltas e caminhos do ônibus de turismo, nós havíamos passado bem próximo da entrada do festival (que por coincidência, é perto do lugar que aparece no vídeo que coloquei no texto que fala da manhã do 2º dia em BsAs).

Nesse show do Pearl Jam tenho que registrar algumas ‘primeiras vez’.
Era o primeiro show do PJ em que não íamos antes do meio dia para a fila – acho que ficar muito na frente, perto do palco em um show na Argentina não deve ser muito ‘calmo’. rs.
Era o primeiro show do Pearl Jam em que iriamos apenas Eu e Adelana, sem conhecer mais ninguém. Inclusive os que sempre conheciamos na fila.
Era o nosso primeiro show em terras internacionais
Era o primeiro show do Pearl Jam (pelo menos pra mim) em que não esperava anos entre o ultimo

Quando chegamos ao local, com as camisas iguais onde tinham metade da bandeira do Brasil e da Argentina – com o Stickman entre as duas, parecendo até um ‘X’ de versus. Hehehehe – alguns olhavam e provavelmente ficavam pensando coisas como: ‘esses vieram de longe’ ou ‘oh inveja’. O que não ouvimos foi piada ou olhar desviado. Alias, isso não aconteceu em nenhum momento durante toda a viagem, diga-se de passagem.


Na entrada, apesar de haver uma fila de um lado para a turma entrar, do outro simplesmente não havia, era engraçado. Antes de entrar na Costanera Sur (que a Adelana a rebatizou de Costanera Lama), passamos em um trailer para forrar o bucho. O cardápio/quadro que ficava pendurado era difícil entender, nomes como ‘Pati Solo’ e outros que nem lembro, mas que asseguro que nenhum era parecido com o que estava sendo servido no local (Sanduiches, Churrasco, Linguinças...). Ficamos atentos enquanto chegava a nossa vez e descobrimos que ‘Pati Solo’ deveria ser ‘Pão com Hambúrguer sem ovo’. E claro, foi essa a nossa pedida, não podíamos arriscar :). Vale o registro também de como é normal os argentinos beberem ‘cerveza’ com qualquer coisa. A cerveja lá é quase o refrigerante aqui. Praticamente tudo é com cerveja.

Nos dirigimos para a entrada do festival e não teve nenhum tipo de ‘revista’ em ninguém. Por causa disso, não vi ninguém com faca ou revolver lá dentro, mas sim uma turma tomando altos goles de vinho que sacaram de uma mochila. Outra coisa que vi lá que é difícil ver nos shows daqui: bandeira com mastro.

Chegamos justamente no fim do show do The Hives (no palco em que o Pearl Jam iria tocar), no outro lado estava tocando o Hot Chip e desde cedo eu sabia que havia perdido o horário de uma banda que gostaria de ter visto, o Alabama Shakes. Após o fim do The Hives, a turma do palco organizou o local para o The Black Keys (além do Alabama Shakes, essa era mais uma banda que tava a fim de ver). Achamos um local bem tranquilo no lado esquerdo do palco (direito de quem está de frente para o palco), poucas pessoas – até ali – e as que estavam ali eram casais, pessoas com mais idade (inclusive um com um filho de mais ou menos 10 anos).



Veio o show do The Black Keys. Realmente é uma banda boa, com musicas bem legais, mas que não conseguiu agradar ao vivo. Apenas umas 3 ou 4 canções arrebataram mesmo a turma.
Fim de show. O próximo seria o Pearl Jam. E igualmente no Lollapalooza, caberia ao PJ fechar o festival, sendo assim, os outros palcos já haviam encerrado, com isso, toda a massa estava agora concentrada em frente aquele palco. Continuamos no mesmo lugar e acho que tivemos sorte em escolher aquele espaço. O show foi tranquilo, não houve muito empurra empurra ou pessoas passando nos empurrando. Houve sim um aqui e ali, mas nada irritante. Ah, vale lembrar que o único consumo nosso dentro do festival foi uma garrafa d´gua (valor: 26 pesos – o que equivale a 10 reais no cambio oficial e mais ou menos 6 no melhor cambio negro que achamos). Outra coisa, durante os intervalos dos shows (The Hives/The Black Keys/Pearl Jam) ficava rolando nos telões uma espécie de ‘Casseta e Planeta’ de lá, com alguns pequenos vídeos de situações de humor. Todos estavam rindo, menos Eu e Adelana, até porque não entendíamos.
Veio o Pearl Jam, a primeira musica foi bem calma. Foi como se a banda estivesse falando a todos que tomassem seus lugares tranquilos para assistirem ao show. Aproveitei a situação e filmei boa parte da musica. Deixei o celular bem à frente e na altura da cabeça da Adelana (que estava na minha frente). O que percebi de imediato após as 4/5 primeiras musicas foi a maneira mais solta em que o Eddie Vedder estava no palco. Conversava mais com a plateia, se mexia mais. Vedder estava tão a vontade de chegou a cantar em espanhol parte de uma musica.


Durante a sequencia das musicas, algumas merecem destaques...

Lukin (do álbum No Code, 1996), que lembrei do Paulo Cabeça, um dos membros do blog e que gosta muito dessa musica. Gosta tanto que é o nome dessa musica o qual ele resolveu batizar o seu email pessoal \o/
Corduroy* (Do álbum Vitalogy, 1994), sempre apaixonante com seu primeiro verso: “A espera me deixou louco, você finalmente está aqui e eu estou perturbado
In Hiding* (do álbum Yield, 1998), está na lista das canções que sempre esperei em ouvir ao vivo.
Hail, Hail* (do álbum No Code, 1996), com toda sua velocidade, mas com um trecho que 'desde não lembro mais' escrevo para a Adelana (e ela escreve pra mim): “Te amo, juro que te amarei até o dia em que eu morrer...ou até além”.
I Got Id* (do álbum Rearviewmirror – The Best Of, de 2004), essa aqui provavelmente seja a musica que desde o show de 2005 ‘pedia’ muito pra ser tocada. É sem duvidas uma das minhas favoritas. Estranho é que ela não está em nenhum disco oficial, estava no cd (de 94) que a banda distribui anualmente para os fãs e apareceu no ‘The Best Of de 2004’.
Do The Evolution* (do álbum Yield, 1998), nesse momento, igualmente ao show do Lollapalooza, lembrei bastante do Pablo, que sempre a canta. Acho que a Adelana também lembrou e percebi que ela chorava durante a execução.
Black* (do álbum Ten, 1991), essa tocou bem próximo de Do The Evolution e acho que a Adelana ainda estava com o Pablo no pensamento. Deu as costas pro palco e chorou bastante abraçada a mim.

Fora esses destaques, houve outros, como a carteira que foi atirada ao palco e o Eddie ficou pegando todos os cartões de créditos e colocando em seu próprio bolso e rindo da situação ou quando ele, dessa vez um pouco preocupado, pediu para todos dessem dois passos para trás, para que os que estavam na frente pudessem respirar tranquilos ou quando ele falou sobre as fortes chuvas que mataram varias pessoas no país.

Dito isso tudo acima, não é de se espantar em pensar que esse show foi melhor que o de São Paulo. Tem muita coisa envolvida, entre elas a mais importante: a Adelana estava lá comigo.
Quando o show terminou, andamos um pouco por entre a multidão pra ver se achávamos uma bandeira do Brasil que avistei no meio da plateia, mas não conseguimos. O que achamos foi muita lama. Muita mesmo. Andamos borrando os tênis e fomos até a lojinha para comprar alguma camisa. Além da camisa comprei também o pôster do show.
No percurso de volta, andamos um bocadinho até a pista fora da parte do Porto Madero, a Adelana estava com os pés fudi-d-o-dos. Tivemos sorte de pegar um taxista gente boa que nos levou direto para o hotel, sem rodar para o valor aumentar (como tenho certeza disso? celular e gps, baby!).



Como falei no inicio da postagem do outro texto sobre esse 3 de Abril, esse dia entrou definitivamente na sala dos dias inesquecíveis e que sempre serão lembrados e falados por nós pra muita gente.
Um dia, acima de tudo, de nós dois.







Leia Também: 
Pearl Jam 31/03/2013 - Lollapalooza, São Paulo
06/11/2011, Pearl Jam no Rio de Janeiro, Eu Fui!
Agora eu acredito em milagres (show de 2005)




*: clicando nos nomes das músicas, você será direcionado para vídeos no Youtube


quarta-feira, 10 de abril de 2013

Show completo de São Paulo 2013

Vídeo do show do Pearl Jam no Lollapalooza Brasil 2013. Show realizado no dia 31/03/2013 e transmitido pelo canal Multishow no dia 06/04/2013.





Elderly Woman Behind The Counter In A Small Town
Why Go
Interstellar Overdrive (Pink Floyd)
Corduroy
Comatose
Olé
Do the Evolution
Wishlist
Got Some
Even Flow
Nothingman
Insignificance
Daughter/W.M.A.
World Wide Suicide
Jeremy
Unthought Known
State of Love and Trust
Rearviewmirror
Given to Fly

Not For You
Better Man
Black
I Believe in Miracles (Ramones)
Go
Alive
Baba O'Riley (The Who)
Yellow Ledbetter