[DIA 02/04/2013]
Quando sentei para escrever sobre o dia da chegada a Buenos
Aires percebi que não sabia por onde ‘começar’ a descrever o inicio do dia. Se
é certo eu simplesmente começar após o desembarque na cidade ou puxo a história
desde o amanhecer do dia 1/04 (segunda-feira, pós show de Sampa – dia o qual
passei boa tarde do tempo andando pela cidade paulista) e percorro falando
sobre a noite no aeroporto de Guarulhos até a chegada da Adelana já quase pela
manhã (4 e pouco da madrugada), com o café da manhã rápido depois de uma fila
até chatinha no check in da Tam e o vôo, que apesar de tranquilo, assistindo ‘As
Aventuras de Pi’, (Adelana depois me falou que assistiu ‘Um Sonho de Liberdade’)
não foi ao lado dela e com um pouso ‘Nota
10’ que arrancou aplausos dos que estavam no avião?
E então, por onde começo?
Bom, vou para os primeiros passos na capital Argentina, onde
rirmos um pouco de umas setas que indicavam por onde deveria andar os que
estavam chegando, os nativos ou estrangeiros... daí que nós vimos uma descida,
as placas acima indicavam por onde os estrangeiros deveriam ir, ao lado, para
onde os Argentinos... só que onde a placa dos nativos indicava, estava uma
escada normal, e a escada rolante seria para os estrangeiros. Hehehehe. Nesse momento
eu acho que os Argentinos não respeitaram, até porque as duas escadas levavam
para o mesmo lugar. Passamos pela migração, onde uma mulher chatinha nos
registrou, tirou foto, aquela coisa burocrática valida. Em seguida veio a alfandega, aqui uma outra
funcionaria foi mais simpática. Vale deixar registrado que no avião recebemos
um folheto com as algumas perguntas sobre o que estamos trazendo para o país,
quanto estamos carregando, essas coisas... quando fomos passar a funcionaria
disse que não era necessário, apesar de haver vários papeis ao lado dela
respondido.
Fomos direto para o Banco La Nacion trocar algumas ‘Dilmas’
por ‘Cristinas’ (depois escrevo um post dedicado ao lance cambial) e seguindo
conselhos de blogs de brasileiros que vivem na Argentina, escolhemos a companhia
de taxi do próprio ‘aeropuerto’, é um pouco mais caro, e confiável também.
Bom, na chegada, ainda no avião, o piloto disse que estava
chovendo em Buenos Aires, mas quando saímos para pegar o taxi, não estava mais
(apesar de estar tudo molhado, com pequenos pingos e de que aeroporto ser bastante
distante de BsAs, acho até que fica na região metropolitana ou algo assim). No
caminho até BsAs, por uma espécie de BR, com dois pedágios no trajeto, começou
a chover muito. Muito mesmo. O motorista vez por outra atendia ligações telefônicas,
o som de quem estava do outro lado da linha saia nas caixas de som. O motorista nem diminuía
a velocidade por causa da chuva forte ou por estar falando com outra pessoa. Durante
o trajeto eu ficava olhando por entre as ruas e comecei a ver ruas alagadas aqui e
ali. Vi também uns homens em um bote (depois, no outro dia ficamos sabemos que
varias pessoas haviam morrido no país, 5 em BsAs).
Ainda no taxi, quando estávamos percorrendo a tradicional Avenida
de Buenos Aires (aquela enorme com o Obelisco ao meio), comecei a achar que
havia poucas pessoas nas ruas. Em seguida perguntei ao motorista se aquele dia
(uma terça-feira) era feriado e ele me confirmou (
Dia das Ilhas Malvínas). Quer dizer, após passar um
dia em Sampa com os museus fechado, chegamos em BsAs em um feriado.
Passamos rápido no
hotel, deixamos as malas, ~
trocamos as
roupas ~ e fomos começar a jornada turística. A maioria das lojas estavam fechadas,
fomos para a
Galeria Pacifico e provamos o desagradável arroz argentino pela
primeira vez. A carne é um pecado, e sim, precisaríamos andar muito para
queimar tudo aquilo:)
Começamos a desbravar a cidade pela a Avenida ‘conhecida’
(Avenida 9 de Julho), fomos ao Starbucks Cofee tomar um café com sorvete,
paramos numa banca para comprar o nosso chip de celular argentino (foi de muita
serventia o uso do 3G dele durante a estadia por lá – e não, o nosso chip não
serve de nada lá, claro), fomos muito bem atendido por um senhor já de idade,
dono da banca. Ele nos auxiliou nos mostrando onde colocar credito de celular e
mostrando um lugar para irmos. Mais da metade do que ele disse ainda estou sem
entender.
Já era fim de tarde, caminhamos por perto do Obelisco,
tiramos fotos e voltamos para o hotel (nos perdemos um pouco, mas tudo bem). A nossa
ideia seria chegarmos, descansar um pouco e irmos jantar no
Porto Madeira...
deitamos... dormimos...acordei...olhei o relógio e eram 3 da manhã.
O cansaço mostrou as suas armas. A adrenalina/excitação/empolgação/alegria
de estar ali nos segurou em pé durante uma boa caminhada quando chegamos a BsAs
(posso dizer por mim que sem perceber eu estava exausto, os dois dias anteriores
– acordar ainda no escuro para ir ao Lollapalooza, andar por sampa no dia
seguinte e ‘dormir’no aeroporto e depois voar, é loucura demais). O cansaço nos
deu uma rasteira e perdemos a primeira noite na capital. Mas acho que isso veio
na hora certa, o dia seguinte viria a ser o dia do show na Argentina. E o
descanso, mesmo sem a gente se tocar que estava cansado, foi de grande valia.
Detalhe que não posso deixar de falar no primeiro texto sobre
a cidade: Buenos Aires é linda (e abençoada)... mesmo em reforma.
P.s. Vale lembrar que já existem textos no blog contando algo sobre o primeiro dia na cidade, mas como são pequenos (feitos durante a viagem e via celular), resolvi escrever esse outro.