O dia pós-shows foi
de pura ressaca. A sensação de que ‘o que era doce havia acabado’ estava brabo.
Além de não ter mais shows, o sétimo dia em solo paulista também representava o
ultimo por lá.
Organizamos as malas (Organizamos = Adelana), fizemos o
check-out no hotel, mesmo assim deixamos as malas na recepção e fomos bater
mais um pouco as pernas. Fazia frio naquela manhã/tarde de 9 de Maio e almoçar
com o Danilo seria um dos objetivos naquele ‘dia curto’.
O lugar escolhido para o almoço foi
o Central Park, um restaurante panorâmico que fica no 23 andar de um prédio na
Av Paulista. O local agrada a gregos e troianos. É uma boa para turistas que
querem ver um pouco de São Paulo do alto e uma ótima para nativos, pois o
cardápio apesar de não ser tão recheados para os padrões 'megalopianos' da capital,
não deixa a desejar e o preço é bem camarada... camarada e ainda fornece
descontos para funcionários de empresas vizinhas. O Danilo, como bom
funcionário, estava com o crachá da empresa durante todo o rango, e quando
fomos pagar, o gerente achou que nós 3 éramos funcionários e então nos
fez um desconto em cima do preço tabelado :)
O almoço serviu também pra entregar a palheta conquistada na madrugada anterior ao Danilo \0/
De todos os dias em São Paulo,
aquele com certeza foi o mais frio. O vento forte e frio nos fez usar pela
primeira vez as jaquetas que ficam eternamente esquecidas em nosso guarda
roupa.
Após uma pequena volta pela região
perto do restaurante, decidimos que seria inviável irmos até o Museu do
Ipiranga, que além de estar fechado (pensávamos em visitar a parte de fora, na
verdade - Parque do Ipiranga), contava contra o passeio o medo do caótico transito.
Tínhamos medo de não chegar a tempo no aeroporto. Detalhe é que faltavam 8
horas para o voo...
Antes de voltar ao hotel, paramos
em um mini shop onde só se vende acessórios para celulares/tablets (um mundo de
coisas que provavelmente nunca usaríamos, mas que ficamos coçando os bolsos
para comprar), as lojinhas são – praticamente – todas de Coreanos (ou chineses,
japoneses... ah, sei lá). O lugar é bem pequeno, com ‘ruas’ que parecem
labirintos. Capas pra celular nem parece ser algo para vender, mas sim a
decoração do próprio lugar :)
Saímos da parte Coreana (chinesa,
japonesa... ah, sei lá) de SP e fomos buscar as malas e em seguida, ir ao
aeroporto de Congonhas. De lá fomos no ônibus da Gol até Guarulhos.
Quando enfim você faz o check in e
despacha as malas no aeroporto, é aí que a ficha começa a cair que os dias de
férias começam a chegar ao fim. Foi tudo muito bom, não há nada que não
repetisse da mesma forma. A falta do Pablo foi algo que incomodou bastante,
assim como foi em Buenos Aires, no ano passado. Após sensações vividas iguais
as que vivemos durante aquela semana, a certeza que temos que aproveitar (e
criar) as oportunidades que surgem em nossa frente a cada dia fica mais forte,
cada vez mais essa certeza vai criando ‘asas e malas’ pra dar e vender.
Mais uma vez obrigado a todos em
Guarulhos, obrigados a todos do whatsapp Jammer, obrigado a todos que ficaram
em Fortaleza ajudando... obrigado Eddie, por tudo.
Até a próxima!
Acabam aqui as postagens ‘turísticas’
da turnê do Ed em terras Paulistas. As postagens sobre o assunto ‘Turnê’ devem
continuar. Alguns vídeos, pequenas histórias e set lists dos shows do Rio devem
aparecer aqui no blog ainda.
Para ler toda essa saga que vem chegando ao fim, clique aqui e veja tudo, do anuncio da turnê até esse texto ;)
P.s. No apagar das ‘luzes’ daquele
9 de Maio, já em solo cearense, vi a divulgação dos ganhadores do concurso da
McDonalds “Sonho de Craque”. Pablo estava na lista e estará participando da
Copa do Mundo 2014!
p.s.2: 9 de Maio também é
comemorado o aniversário de fundação do Ferroviário A Clube. S2
Manhã de 7 de Maio. Acordamos cedo naquele dia. Ainda
estava bastante presente o que havíamos sentido na noite anterior, e a excitação
pelo repeteco de sentimentos que estava marcado para aquela noite ajudou
bastante para que nós descêssemos cedo para o café da manhã.
Ainda não sabíamos (claro), mas o show daquela noite seria o
melhor dos 3 da turnê em São Paulo.
Igualmente ao dia anterior, ficou certo de irmos ao Citibank
Hall com o Danilo, porém, naquele dia iriamos ter que se encontrar com ele as 4 da tarde (e não as 5, como foi no dia anterior), pois aquele dia da semana
correspondia a placa do carro dele no rodizio de carros no irritante transito
paulistano. Por causa disso, nos programamos (Eu e Adelana) para visitar lugares
próximos a Av Paulista ou que precisássemos pegar apenas Metrô.
Fomos a Galeria do
Rock.
Engraçado é que quando saímos do hotel, perguntamos a
recepcionista a quantas quadras estávamos da ‘Paulista’, ela nos disse que eram
apenas 6 quadras. ‘Ótimo, da pra ir conhecendo a área’ – pensamos na hora...
não esperávamos que seriam 6 quadras de subida verticalmente cansativa :(
1 quadra subindo = 2 'normais'.
Passamos no Parque Mario Covas, que fica na Av Paulista. Um ponto
para auxilio a turistas funciona lá. Muito bacana. Eu já havia ido até lá ano
passado, e parece que não mudou nada. Até o funcionário é o mesmo. Lembro que
enquanto estávamos lá e falamos que tínhamos tempo para apenas um pequeno
passeio, ele nos perguntou o por que de nossa viagem a São Paulo (ele vai no perfil
do turista para indicar os lugares a serem visitados), quando falamos que era
por causa do show do Eddie Vedder, ele fez uma cara de quem ta tentando lembrar
do nome, mas o segurança do local que estava ao lado de imediato disse: ‘ah, da
banda Pearl Jam, é lá no Citibank o show’.
Saímos de lá, andamos um pouco pela ‘Paulista’... Espetacular
aquele lugar. Típico lugar que você anda e sente que está misturado a todo tipo
de gente, povos e costumes.
Chegamos na Estação Consolação (do Metrô) na própria Av
Paulista. No subsolo há um mundo de lojas e pessoas que passam apresadas. Não
pegamos o ‘trem’ nessa estação. Existe uma ligação, a base de esteiras, que nos
leva a Estação Paulista, e era lá que iriamos pegar o Metrô.
Agora vem o inusitado: A Estação Consolação fica na Av
Paulista. E a Estação Paulista fica na Av da Consolação. As avenidas são perpendiculares
e as Estações interligadas pelo subsolo.
No fim das contas, São Paulo, com seu
sistema de Metrô que liga os 4 pontos extremos da cidade e mais os tuneis em
todos os lugares, parece ser uma cidade oca por baixo.
Chegamos a Galeria do Rock, aonde o barulho do motor de tatuagem
disputa de frente com o som das guitarras que vem dos sons das lojas de discos.
Além de música e tatoo, a Galeria tem varias lojas de roupas, acessórios e
lanchonetes. Para o publico alvo, é uma mão na roda. Lá compramos roupas e acessórios
(extraídos dos desenhos animados e vídeo games) para o Pablo e Acássio.
Almoçamos (e bem) próximo a Galeria, e diferente ao ano passado,
dessa vez passei pelo cruzamento da Av Ipiranga e São João e não parei pra
registrar o que aconteceu com meu coração :)
Voltamos de Metrô até a Paulista e o resto do percurso
fizemos ladeira abaixo, até porque assim todo santo ajuda, né?
Chegamos no hotel próximo das 3 da tarde e a carona às 4.
Dessa vez, além do Danilo, estavam no carro o casal Sandro e
Dani, que haviam chegado de Maringá naquela manhã e estavam usufruindo também
da gentileza baiana que o Danilo estava nos proporcionando.
Já falei em outro texto sobre as amizades que fizemos
nesses dias em São Paulo e igualmente a todos os familiares da Adelana que nos
receberam muito bem em Guarulhos, Danilo, que há uns 2 anos mora em São Paulo,
foi nosso braço direito na capital. Nos ajudou bastante. Inclusive nos dias em
que ele não foi ao show.
Chegamos antes das 5 ao local do show. Danilo nos deixou lá
e foi em casa vestir o ‘vestido’ especial para o show. Sentamos Eu, Adelana, Dani e Sandro. O local, um restaurante sem cardápio, fica ao lado da entrada do
estacionamento do ‘Citi’. O local enche rápido com a turma que vai assistir ao show. A
mistura de sotaques é um dos pontos interessantes. Vinicius e Thaís também
apareceram por lá... por sinal eles continuaram lá no bar quando resolvemos ir
para a frente do Citibank Hall (faltava menos de meia hora para abrir o local),
e quando nos reencontramos dentro do local do show, Vinicius nos mostrou fotos
com o Glen Hansard, que tinha ido ao bar tomar uma cervejas com a namorada :)
Vinicius com Glen Hansard
O show, que teve 34 músicas, foi um verdadeiro resgaste de canções
antigas e ‘lados B’ do Pearl Jam (em seus shows solo, Eddie costuma montar o
repertorio em cima de musicas dos seus dois álbuns solo, musicas do PJ escritas
por ele e alguns covers de outras bandas).
Do repertorio, 12 músicas me fizeram lembrar muito do Pablo
e mais uma vez o senti/imaginei ele ao nosso lado. Tenha uma certeza mais que absoluta
que ele iria curtir demais os shows... e nós (Eu e Adelana) teríamos entre a gente alguém
vivenciando aquele mar de alegria e duvida que os shows do Pearl Jam e do Eddie
Vedder costumam ser. Teríamos alguém inocente ao nosso lado, assim como um dia
já fomos juntos... e com a mesma trilha sonora.
Nesse show foi tocada Speed of Sound, primeira música do PJ
que o Pablo cantou. Na hora em que o EV a anunciou, lembrei do rostinho do Pablo,
redondinho de gordo quando ele tinha pouco mais de 2 anos. Foi um dos momentos
mais incríveis não só dos shows, mas de toda a viagem. Clique aqui e veja o video do Pablo.
No 'player' abaixo, clique para ouvir o áudio de Speed Of Sound gravada por mim. Da pra ouvir a minha reação ao ouvir o nome da música ;)
Talvez não seja possível ouvir via celular :(
Além de
Speed Of Sound, destaques para Soon
Forget, Wishlist e Off He Goes.
Por falar em Off He Goes, essa talvez tenha sido a música
com que me imaginei segurando um cartaz pedindo pra ser tocada. Não precisou :)
Como disse no inicio, esse show foi um verdadeiro leque de
antigas canções, muitas delas fiquei pensando há quantos anos atrás não as
ouvia. A cover Walking The Cow (primeira musica do show) foi uma delas. Sobre essa música...quando a ouvi no show, fiquei buscando na memória quando exatamente eu a tinha ouvido e fiquei em uma duvida tremenda. Apenas tive a certeza que fazia tempo o bastante para poder lembrar...e agora, escrevendo esse texto, resolvi ouvir a versão original, do Daniel Johnston... e percebi a tamanha magica que o Vedder fez com essa música. incrível como ele pegou um carvão ainda em chamas e o transformou em um lindo diamante negro. (confira aqui a versão do Jahnston e aqui a do Eddie Vedder)
Além das músicas, alguns fatos merecem destaque: Eddie bem
mais solto que a noite anterior, com piadas entre uma canção e outra. Em dos
casos, ele começou a falar (em inglês) que o português dele é ‘uma merda’. Enquanto
ele falava, uma voz masculina grita da plateia: ‘I love you, Eddie!’, Ed olha
pra platéia e responde também em inglês: ‘I dont understand portuguese’.
Dança a la Michael Jackson e uma musica sem ajuda dos
microfones e violão plugado em caixas de som foram uma das variáveis no palco. Uma
pessoa da plateia foi convidada para cantar com ele a música Should I Stay or
Shoul I Go?, do The Clash. O ‘bate papo’ com a ‘Voz de Deus’ (que citei no
texto anterior) foi mais uma vez repetida e assim seria também no show
seguinte.
Fim de show.
Dessa vez alguns minutos depois da meia noite.
Estávamos
mais uma vez com a alma lavada e com a certeza que estávamos no lugar certo.
A volta do segundo show foi de carro, com o Danilo. Ainda ficamos
um bom tempo la por fora do ‘Citi’, aguardando a saída do Eddie, mas Danilo
tinha trabalho cedo no dia seguinte e saímos de lá perto da 1:30 da manhã. Ele voltou
até próximo do trabalho para deixar a nós e o casal de Maringá (que estavam próximos
a Paulista) nos hotéis.
Chegamos no hotel, a Adelana pediu o capuccino para dormir
(!) e subimos.
I Am Mine, Sleepless Nights (no gogó) e You’ve Got To Hide Your Love Away
Mais um show/momento pra se guardar em sete chaves. Restava um ainda.
...Na contagem das músicas: 67 em dois shows. 56 diferentes.
Abaixo, link para baixar o áudio do show (gravado por mim, no celular), set-list e o Poster do dia.
01. Walking
The Cow
02. Trouble
03. Dead Man Walking
04. Can’t Keep
05. Sleeping By Myself
06. Without You
07. Soon Forget
08. Light Today
09. Throw Your Arms Around Me
10. I’m One
11. Speed Of Sound
12. I Am Mine
13. Man Of The Hour
14. Wishlist
15. Far Behind
16. Setting Forth
17. Guaranteed
18. Long Nights ( com Glen Hansard)
19. You’ve Got To Hide Your Love Away
20. Unthought Known
21. Picture In A Frame
22. Future Days
23. Masters Of War
24. Porch
25. Sleepless Nights ( com Glen Hansard)
26. Música nova, ainda sem titulo
27. Society (com Glen Hansard)
28. Falling Slowly (com Glen Hansard)
29. Last Kiss
30. Should I Stay Or Should I Go?(Com Marcelo da plateia)
31. Off He Goes
32. Open All Night
33. Better Days
Bom...tá mais que na hora de começar a registrar como foram
os 3 dias (6,7 e 8 de Maio) de shows...
Já estamos em 14/05, quer dizer: quase
uma semana após o ultimo show do Eddie Vedder em São Paulo.
A Terça-Feira (6 de Maio) começou ainda em Guarulhos e por
lá ficamos até após o almoço. A estadia na casa da Tia da Adelana estava
chegando ao fim. Já falei aqui no blog como foram bons os 4 dias que passamos lá.
Bom mesmo.
Chegamos em São Paulo por volta das duas da tarde e acreditem, Adelana mal
deixou as malas no hotel, correu para um salão para dar um retoque na cabeleira
(até porque ela tinha um encontro com o Sr Eddie naquele dia). O trajeto
Hotel-Citibank Hall iria ser feito via metrô, porém...surgiu o Danilo (que
comentei sobre ele em outro texto) e acabou nos levando ao show.
Chegamos por volta das 6 da tarde, o show estava previsto
para às 21:30 (a abertura com o Glen Hansard: 20:30). As cadeiras numeradas ajudava no sentido de ‘poder chegar’ a qualquer hora antes do
show. Pela primeira vez estava em um show dessa forma e foi boa a experiência.
Indo direto ao fim de tudo, informo que foram 33 músicas
tocadas por Eddie (Glen Hansard fez um show bem reduzido: 7 músicas apenas),
algumas dessas, foram a pedido da plateia que conversava com Ed entre as
canções. Engraçado como um show em lugar pequeno e fechado acaba se
transformando em algo meio parecido com a sala de casa. Qualquer um tem voz e
momento para falar. Tá certo que às vezes aparece uns chatos e insistem em algo
bobo, mas isso também tem em uma reunião em casa, não? :)
No meio desse ‘bate papo’, surgiu uma voz grave, alta e bem
definida vindo da plateia. Eddie o batizou de: Voz de Deus. Mais a frente, nos
textos seguintes, volto a falar sobre a tal voz...
Eddie se concentrava no meio do palco do Citibank Hall, em
volta dele tinha alguns violões, guitarras, Ukeleles (o primo gringo do
Cavaquinho), uma espécie de ‘micro system’ retrô-cult e um tapete redondo
estendido por toda essa área aflorava mais ainda a ideia da ‘sala de casa’ em
que o show se transforma. É nesse ambiente em que Vedder fica 90% do show,
sentado em um banquinho enquanto reversa os instrumentos e vai até a plateia
para presentear alguém com alguma palheta.
A gente, láaaaaaaa na plateia mais alta, curtia um vento extremamente
frio que saia da tubulação do local. O ponto alto era: ninguém a sua frente
(devido o local ser em subida, como uma arquibancada de estádio) e a qualidade
do som.
Das 33 músicas do show, umas 12 me fez lembrar muito do
Pablo... foram músicas que sei que ele canta sem parar em casa... e que faz
sempre eu imaginá-lo conosco em um show do Pearl Jam (ou Eddie, no caso).
A verdade é que uma oportunidade igual a essa vai ser difícil
outra vez, um show com lugares marcados...ou melhor dizendo: um show com a plateia
calma :)
No
set-list, destaque para: Sometimes, Crazy Mary, Bugs e Parting Ways.
'Crazy Mary'
Saímos do Citibank Hall com um sorrisão no rosto. Alias...
era fácil visualizar a alegria em volta.
O show terminou meia noite em ponto e a ideia de pegar o metrô para voltar ao hotel foi se apagando aos poucos (a estação do metrô próxima ao ‘Citi’ fechava às
00:07), mas quando chegamos na avenida que iriamos pegar um táxi, avistei um ônibus
parado, na placa: Av 9 de Julho. Justamente a avenida em que estávamos...algumas
pessoas que saiam do show entraram. E nós também. Em menos de 15 minutos estávamos
no hotel.
Ed Fazendo graça com Glen ('Ele adora filme porno') e os dois cantando 'Sleepless Nights'
Sim...o dia 6 de Maio ou melhor: a serie de 3 shows do Eddie
havia começado ganhando. E de goleada!
Abaixo: Set-list do show, Áudio gravado pela platéia e o Poster \0/
01. The Moon Son
02. Can’t Keep
03. Without You
04. Sleeping By Myself
05. More Than You Know
06. Sometimes
07. Immortality
08. The Needle and The Damage Done
09. Driftin’
10. Good Woman
11. Thumbing My Way
12. Instrumental - Guitarra
13. Far Behind
14. Guaranteed
15. No Ceiling
16. Rise
17. Better Man
18. Lukin
19. Nova música, ainda sem nome :)
20. Porch
Encore Break 1
21. Just Breathe
22. Unthought Known
23. Crazy Mary
24. Sleepless Nights (Com Glen Hansard)
25. Society (Com Glen Hansard)
26. Falling Slowly (Com Glen Hansard)
27. Elderly Woman Behind The Counter In A Small Town
28. Parting Ways
29. I Believe In Miracles
30. The End
31. Arc
32. Bugs
33. Hard Sun (Com Glen Hansard)
P.s.: Dica: Se você está em Guarulhos, a dica quando você tem que ir de táxi para São Paulo é: vá até a divisa das duas cidades e após isso, pegue um táxi que seja da capital. Se você pegar um táxi de Guarulhos, eles vão te cobrar uma taxa a mais por ‘ cruzar’ a divisa das duas cidades. E caso esteja chegando no aeroporto (de avião) e tenha que ir a São Paulo, pegue os ônibus da Companhia que você voou (Tam, Gol ou Azul) até o aeroporto do Congonhas.
Pronto, chegamos (Eu e Adelana) em São Paulo. Em Guarulhos, mais precisamente. Devemos ficar por aqui, na casa de uma Tia da Adelana até terça-feira. De terça pra frente, hotel e lugar do show até dia 8 ;)
A partir de agora as postagens serão na base do celular, com fotos aqui e acola e textos pequenos.
Bom...o clima aqui tá bem agradável e a recepção/estadia mais ainda.
As apresentações do Eddie Vedder no Brasil terão como abertura,
shows de Glen Hansard (que também abriu os shows do Eddie na Austrália), vale lembrar que é comum os dois dividirem o palco.
Mais a frente devo voltar a falar um pouco mais sobre ele
(que por sinal está no filme Once, como ator principal e responsável pela
trilha sonora). Por hora deixo um vídeo de um show que ele fez no fim de 2013. Acho
que os shows por aqui devem ser parecidos com esse...
São 10:25 da manha do dia 17 de Março, dia da terceira e a ultima
fase de vendas dos ingressos para os show do EV no Brasil. E igualmente a
primeira fase, a zona está instalada!
Nos grupos do Facebook já começam a surgir às primeiras
reclamações de pessoas falando que ‘não tem mais ingressos’. Como assim?
Sei que já estamos na terceira fase e que a casa não é tão grande assim, mas o
sentimento de que o site da Time Four Fun ser uma bosta e que é o responsável por
toda a bagunça, é o que predomina.
Pronto...no fim do Domingo resolvemos onde ficaremos a
metade da viagem a São Paulo. A primeira metade dos dias já estava certa – em Guarulhos.
A outra parte vamos ficar em um hotel da rede Ibis, perto da
Av Paulista. Acabou ficando não tão perto da casa de show, porém perto ‘de tudo’.
Sendo assim, não atravessaremos metade de São Paulo carregando os sacolões de
roupas e ‘buchigangas’ que iremos comprar na 25 de Março.
Sobre a hospedagem...
falamos ontem com a Tia da Adelana. Ela mora em Guarulhos. Como todos sabem, um
pouco distante de São Paulo. De qualquer forma ficamos mais ou menos certos com
ela de ficar por lá dois dias.
Aproveitei o Domingo pra olhar/achar/decidir onde ficaremos
depois de sair de Guarulhos. Já achei, mas ainda não fechamos a reserva. Ainda.
Enfim... não ficaremos todos os dias em Guarulhos pelo
simples fato de acharmos que seria meio estressante ir e vir todos os dias do
eixo ‘turístico’ de São Paulo. E além de tudo, as duas noites pós os dois shows
chegando tarde à casa dos outros não seria conveniente J
Bom, vou lá olhar mais um pouco sobre hotéis...
P.s. Passei grande parte do Domingo achando que o Citibank
Hall era em um bairro, mas na verdade é em outro. Puft!
Recomeçar a procura. Hahahahahahaha
Diferentemente de outras vezes, as quais nos programávamos com meses de antecedência, esse show nos pegou meio que de surpresa, não por ele (EV), vir fazer os shows aqui no Brasil, até porque várias pistas já haviam sido dadas, mais pelo pouco tempo que tínhamos para toda a preparação que a ocasião merece... e por já ter outra viagem programada pra exatamente um mês antes desses shows.
Lembro que eu já estava quase dormindo e o Tarso me perguntou sobre o cadastro na T4F, vamos fazer hoje ou deixamos pra amanhã??? Aprendi com ele mesmo que não devemos deixar pra amanhã o que podemos fazer hoje... eu nem lembrava que ja era cadastrada no site, mais mesmo com muuuito sono fomos ver o tal cadastro, ainda bem... porque se isso nao tivesse acontecido, nao teríamos atualizado os dados e provavelmente eu não lembraria da senha, e não teríamos entrado tão rápido no site!!!!
Realmente é porque tinha que dar certo, Deus quer assim e assim vai ser, das três etapas mais importantes, já passamos por duas e uma está 90% concluída! Isso quer dizer que falta pouco...
Se chegamos até aqui, é porque merecemos, e porque realmente Deus quer que estejamos, acredito que nada acontece sem a "autorização" D'Ele. Tudo no seu tempo, na sua hora e tudo vai dar certo, tenho certeza! E vamos estar lá, mais uma vez, sendo felizes, compartilhando da felicidade de várias outras pessoas que tem um amor em comum: o amor pela música, por um ídolo, pela amizade, pelo conhecimento, pelo desconhecido, pelo inusitado, pelo desejo de ser feliz!
Após
as bênçãos que foram a compra dos ingressos e as passagens em promoção, hoje a
Adelana vai ver uma Tia dela de São Paulo que está passando férias aqui em
Fortaleza ‘0_0`
A
noticia da viagem já correu e a Tia ficou sabendo. E de cara quis falar com a
Adelana sobre o assunto.
Show
anunciado 2 meses antes, o pensamento no valor alto das
passagens já estava infiltrado em nós. Isso sem esquecer de citar que a semana
do show é justamente na semana que ‘desemboca’ no Dia das Mães (quer dizer, tem
muita gente indo e voltando nesse período). Tínhamos guardado na manga milhas aéreas
suficientes para a viagem ida e volta de um de nós dois. Além de tudo, além do
curto período do anuncio do show até ele, não podíamos comprar logo as
passagens, a primeira barreira a ser quebrada sempre é a do ingresso. E essa
barreira por si só já carregava muitas emoções.
Já
havíamos olhado preços, e realmente estava tudo nas alturas... e eis que a Gol
vem com essa promoção justamente no fim de semana que iriamos comprar uma
passagem (a outra iria ser na base da milha) e com a opção de compra com parcelas a perder de vista. Saiu tão em conta que deixamos as
milhas para um próxima :)
Hoje teve inicio as vendas dos ingressos para os show do
Eddie Vedder no Brasil. A primeira das 3 fases de vendas (Fase 1: destinada a
venda aos membros do Fã Clube do Pearl Jam – Fase 2: destinada a venda de
clientes do Banco Citibank – Fase 3, destinada ao publico em geral – lembrando que
fase 1 e 2 tem descontos) dos ingressos foi marcada por uma total falta de ~ organização dos organizadores ~. O Ten Club
(Fã clube do PJ) informou aos membros que a pré-venda iria iniciar às 10 da
manhã, porém o site que vende os ingressos (Time Four Fun) deu a largada nas
vendas pouco tempo após das 9!
E aí, qual o problema?
O problema é que, como os lugares para os shows não são para
grandes plateias (somando os lugares dos 3 shows, não chegamos a 20 mil) e além
disso, temos que lembrar que como tem varias fases de vendas, os lugares estão
proporcionalmente divididos. Resumo da ópera: muitos do Ten Club não
conseguiram comprar ingresso. ‘Muitos’ com M maiúsculo!
As reclamações no fórum do site oficial do PJ ou em grupos destinados à banda no Facebook se transformou em união entre os membros.
Vários sites/blogs sobre a banda convidaram a todos enviarem e-mails padronizados
para o TC explicando a situação. No fim da tarde, foi recolocado mais uma carga
de ingressos para a venda. Que esgotou rapidamente também.
A verdade é que os erros começaram bem antes, o Ten Club soltar
uma senha igual para todos os membros terem acesso a parte da venda foi um
deles (aqui, até quem não era membro, poderia comprar, bastava conseguir a
senha de um amigo), o absurdo do Time Four Fun dar inicio a venda uma hora
antes do combinado, foi outro erro gigantesco!
O certo é que acho que as relações do TFF e TC não são lá
essas coisas... vale lembrar que o TFF (Citibank) anunciou o show do EV bem
antes que o site oficial do PJ, após isso tiveram que tirar o anuncio do ar e
só colocaram depois que o site do PJ assim o fez. Isso sem esquecer de citar
que eles divulgaram 5 shows, ao invés de apenas 3.
Imagina a decepção de muitos que tiveram que faltar
emprego/aula ou chegaram atrasados em algum lugar simplesmente por ter que
estar as 10 da manhã (um horário altamente comercial) em frente ao PC pra
comprar o ingresso e quando entraram, os ingressos já haviam acabados. Foda!
Eu tive uma sorte abismal. Ou melhor, não foi sorte, fui
abençoado!
No dia da venda, acordei e perto das 9 pensei em ligar o
computador e já deixar tudo nos ‘trinques’. Achei melhor não fazer isso,
lembrei que o meu PC tá sofrendo com um problema estranho de congelar após
algum tempo ligado. Após alguns minutos resolvi ligar o notebook da Adelana e
olhar o que a turma tava falando em relação a expectativa das vendas. Entrei
e acessei o link enviado pelo Ten Club que dava acesso a pagina exclusiva
dentro do site da Time 4 Fun para a pré-venda. Eram 9:20 mais ou menos e a
pagina de venda já estava disponível.
Corri e liguei o PC para fazer a compra por lá. Consegui fazer.
Olhando o histórico da compra, percebemos que nós (Eu e Adelana) éramos o
numero 648 (da lista dos já haviam comprado).
Até ali tudo bem. O alivio da compra que sabia que iria ser
brabo estava superada. Estamos garantidos em duas datas em São Paulo.
Após a compra, anunciei em um grupo do FB que as vendas já
estavam rolando. Com o passar dos minutos começaram a aparecer vários comentários
de outras pessoas que não estavam conseguindo comprar mais ingressos (SP ou
RJ). Com o tempo as historias foram se multiplicando e algumas historias que só
de ouvir já dava dó (uma garota ficou em casa esperando para comprar o do Rio e
que justamente no dia 11, no show do Rio, ele estaria completando ano de
namoro). Algumas pessoas falavam que entraram no site as ‘9 e pouco’ para
conferir se já tinha começado, mas não tinha nada. As historias foram se
multiplicando, multiplicando, multiplicando até que virou a bola de neve e virou o que
citei no inicio do texto.
‘Mas ainda restam 2 fases de vendas’, alguém deve pensar.
Claro
que sim. Ainda faltam duas fases. Uma delas, para clientes de um banco que quase
ninguém é cliente, é praticamente bola fora. Sobra a venda normal. Com valores
lá em cima. O certo é que, para quem é do fã clube, perder a chance de comprar
pela metade do preço e entrar em fila diferente no dia do show já é uma perda
muito grande. Isso sem esquecer que ‘já perdeu’ uma chance da compra e que o
perigo de não conseguir segue adiante.
Enfim...
Para quem caiu aqui de para quedas e fica cagando para
tamanha idolatria, isso tudo dito acima é uma tremenda besteira.
E é mesmo,
como não?
Mas um evento desse não é apenas as poucas horas em que você
fica ali em pé (ou sentado, nesse caso) olhando algumas pessoas tocando musicas
em cima de um palco. Vai muito além disso. Por muitas vezes um evento assim não
é em sua cidade, surge aí a oportunidade de viajar – e quase sempre, com alguém
que você gosta muito, além disso, é a chance de ver pessoalmente pessoas que
gostam do mesmo tipo de som e estão ali com o mesmo proposito. Além de
conhecer, existe a chance clara de ver amigos virtuais. Isso tudo com a trilha
sonora de sua vida tocando com pano de fundo.
Já falei sobre isso aqui mesmo no blog um monte de vezes,
com o tempo aprendi a não censurar quem curta isso ou aquilo. Sempre tem alguém
que fica criticando um ou outro por paladares duvidosos. O certo é que nunca
sabemos o quanto aquilo faz bem ao outro, e no fim das contas, isso é o que
importa: se sentir bem.
Uma noite antes do inicio da pré-venda, me perguntei se
estaria fazendo o certo. se não seria exagero desenfreado sair de uma viagem ao
outro lado do país e entrar em outra um mês depois. Ah...sei lá...mesmo com
tudo que acebei de escrever nas ultimas linhas sobre se sentir bem, fiquei me
perguntando se isso tudo não seria um exagero.
Perguntei a mim mesmo. Perguntei a quem me ouve quando estou
em silencio e pedi uma resposta. Uma rápida resposta. Em menos de 8 horas teria
que ter a resposta, até porque estava no fim da noite antes da pré-venda do
ingresso...
Não percebi, mas a resposta veio logo pela manhã quando tive o estalo de ligar o notebook (que passa meses fechado) justamente na hora certa.
A resposta veio, por isso mesmo sei que não tive sorte, mas
sim abençoado!
Graças a Deus.
No meio de 2013 me surgiu à ideia de fazer um quadro com
algumas fotos de épocas marcantes em nossas vidas e pendurá-lo na parede. Porém
a ideia não é tão simples assim...cada foto ‘contará’ a sua própria história, relembrando
quando e como ela própria surgiu, e mais ainda, mostrará outras (fotos) tiradas
no mesmo dia ou ocasião.
Como será isso?!?! Bom...tenho a ajuda de um blog e imagens
QR Codes.
Hoje escrevi um texto para falar um pouco sobre a nossas
viagens (Minha e da Adelana) aos shows do Pearl Jam.
O ‘Quadro’ ainda não saiu do papel. Ou melhor, está indo aos
poucos, para o mundo virtual.
Abaixo o texto...
Dentro do Blog ‘Quadro Interativo’ há alguns textos que já foram
escritos bem antes da ideia de ter um quadro pendurado na parede com varias
fotos que – ligadas ao mundo virtual – contam as suas histórias por si só. A
maioria desses textos foram retirados do blog cruzandoopais.blogspot.com, onde
guardamos histórias dos pré-shows/Durante e Pós-Shows do Pearl Jam pelo Brasil
(isso além de algumas viagens ‘não programadas pela banda’). Ali tem registros
que vez por outra me pego relendo e relembrando tantos passos que cruzamos 4
grandes capitais: Curitiba/05 – Rio/11 – São Paulo/13 e Buenos Aires/13.
Buenos Aires, 2013
E uma das coisas mais bacanas, é que em quase todas eu
estava com a Adelana – Sampa foi na contramão disso...
Além disso, vale relembrar o Pablo no Rio.
Às vezes me pego pensando que, igualmente a um corpo
estranho que é expulso por nosso organismo naturalmente, algumas coisas más que
aparecem no decorrer de nossas vidas se esvaem sem que a gente perceba, por incrível
que aparece algumas delas doem no momento da partida, mas com o tempo, fica
claro que aquilo na verdade foi o correto. Já algo - ou alguém que nos faz bem, vem e fica. Não querendo comparar, mas já
comparando, acho que o Pearl Jam apareceu, assim como tantas outras bandas (ou
simplesmente ‘coisas’ diferentes), foi ficando, ficando, mostrando caminhos
bacanas para se caminhar e pensar, ficando, ficando...até que se moldou (literalmente)
em nossas peles.
Curitiba, 2005
Falando das viagens em si... quando olho pra trás percebo
que provavelmente não teria curtido/conhecido/vivido/chorado/sorrido/ido a
esses 4 lugares se o Pearl Jam não tivesse ‘marcado a data’...
Em 2005, morando em Itapajé e tendo que estar por lá no mínimo
5 dias na semana, seria um desejo impensável ir até a fria Curitiba passar mais
de uma semana por lá...
Em 2011, com o Pablo com 4 anos, provavelmente não cairia em
nosso colos a ideia de ir até o Rio de Janeiro ficar por lá uma semana subindo
e descendo morros com ele...
Em 2013...bom...em 2013 seria quase irresponsabilidade
deixar Pablo e Adelana em Fortaleza, ir sozinho a São Paulo, passar três dias
por lá e em seguida, se juntar com a Adelana e de lá ir até Buenos Aires ficar
por lá mais alguns dias...
Rio, 2011
‘Passamos’ por tudo isso e hoje somos provas vivas do velho
ditado que diz que ‘viajar não nos deixa mais pobres, mas sim, ricos’. Sem duvidas
foram grandes datas e épocas as que vivemos, pessoas que conhecemos, lugares
que caminhamos, as marcas que deixamos.
Ainda estamos em 2013, no finzinho dele, e os boatos de
turnê da banda por países europeus crescem a cada dia. O sonho também.
É
fato, visto o tamanho do Brasil, a enorme variedade de gostos e modos da nossa
população, tanto que podemos distinguir uma pessoa, muitas vezes, já pelo
sotaque. Entre tantas diferenças, basta uma simples coisa em comum para iniciar
um contato minucioso. No caso a seguir foi o Pearl Jam.
Em
2011 conheci, virtualmente, uma galera bacana por causa do show em Porto
Alegre, meu primeiro. Foi um contato mais efêmero de minha parte e a única
pessoa que conheci é do mesmo estado que o meu.
Com
o retorno da banda esse ano no Festival Lollapalooza e o maior uso das redes
sociais para compartilhar informações, principalmente das pessoas que foram de
fora, o grupo ficou muito maior, porém, desta vez, saímos do mundo virtual para
um “Pré-Lolla” dois dias antes do show (31). Organizado por mim, Tiago Camelo
do Ceará, Alê Santos de São Paulo, Lala Roque de Brasília e Brenda Tirp do Rio
Grande do Sul, conseguimos levar em torno de 40 pessoas para o Bar Santa
Augusta, localizado na Rua Augusta.
Quando
cheguei já tinha boa parte da turma, a primeira vista fiquei meio deslocado,
pensando “Que raios estou fazendo aqui?”, mas logo a integração foi geral e a
noite muito agradável, cantamos em um só coro Jeremy, todos riram quando eu
disse que a garrafa de 600ml de cerveja era long neck no Ceará, pois já estava
tomando na boca mesmo, aliás, “breja” foi o que não faltou e muita “prosa” nos mais
variados sotaques, fluminense, sul-mato-grossense, mineiro, capixaba, gaúcho...
sempre em torno do Pearl Jam e das expectativas para o show.
Após
tudo isso pensei que os contatos esfriariam, mas com um grupo no whatsapp
ninguém fica quieto, nos comunicamos diariamente, nem que sejam trivialidades,
como o dia que o Maurício Chaves furou o pneu do carro ou as saídas da turma em
busca de covers em São Paulo. O melhor é que, além de ter feito amizades, já
tenho companheiros para as próximas vindas do Pearl Jam, sem falar desse amor
incondicional que aumentou por essa banda que contagia nos cada vez mais.
Na discrição do Cruzando o País deixamos claro uma das
grandes maravilhas de viajar: conhecer novas pessoas. E isso foi exercido sim
mais uma vez. Aliás, conhecer e ser conhecido devem ser uma das primeiras
anotações de qualquer um quando tá se organizando prestes a seguir viagem.
Na verdade o que pretendo falar é sobre um conjunto...um grupo (melhor dizendo) de pessoas que desde bem antes do show de São Paulo no Lollapalooza
começaram a trocar mensagens/experiências/desejos/ideias/sonhos via Facebook
dentro de um grupo privado (onde só quem via as mensagens publicadas eram os
que ali dentro estavam e só entrava quem fosse convidado por alguém que já
estivesse dentro) na rede social.
Meses antes do show a tônica dos tópicos eram dicas de
lugares pra ficar (ou não ficar), preços de passagens aéreas, dicas e mais
dicas... eu mesmo escolhi o hotel em que fiquei hospedado em Sampa por causa do
Grupo. Acho até que se não fossem pelas dicas, teria me dado muito mal...
Quando enfim chegamos próximo do festival, começaram a
chover tópicos com a turma (de todo o Brasil) combinando de se encontrar na antevéspera
do show para sair e estreitar os laços. Não cheguei a ir, até porque cheguei à véspera
do show, mas imagino o quanto deve ter sido bacana a mistura de sotaques nas
varias conversas de tantos portos distantes unidos em uma grande mesa.
Dentro do festival (e ainda na fila, principalmente) era fácil
visualizar alguém que, mesmo que não tenha tido um contato pessoalmente – talvez
apenas virtualmente no Grupo – dava pra saber que aquele desconhecido, com a
camisa escolhida (na forma de voto) pelo Grupo (que conta atualmente com 800 membros),
fazia parte de algo que eu também estava participando.
Os lugares em frente ao palco foram praticamente preenchidos
‘por nós’. No site da Multishow há varias entrevistas com membros do Grupo. Vale
lembrar também de como foi legal a ‘estadia’ em frente ao palco. Como ninguém queria
sair (e após um período, ‘não dava’ pra sair mesmo), chegou um momento que
alimentos e agua (dentro de mochilas e sacolas pessoais) passaram a ser de domínio
publico. A turma que estava ali ficou tão bem (em termos de alimentação) que
provavelmente alguns nem comeram mais nada após o festival naquela noite.
Ah, lembrando que nesses dias bem próximos ao festival, foi
criado um grupo paralelamente no WhatsApp, onde com certeza facilitou a
comunicação de todos quando já estavam na capital paulista. Sobre o grupo no WhatsApp, lembro que quando entrei, percebi que não havia ninguém da mesma
cidade, com o passar dos dias e a proximidade do show, o grupo já contava com
bastante gente com vários códigos de áreas (telefônico) diferente e alguns
repetidos. Aqui de Fortaleza existiam alguns números começando com o mesmo ‘código
de área’.
Não é exagero dizer que a tecnologia uniu tantos ali, claro.
Por causa da internet (usada para o bem, como deve ser) varias pessoas economizaram
bastante com gastos de transporte, alimentação e hospedagem durante os dias que
estiveram em São Paulo. Eu, mesmo não tendo conseguido desbravar Sampa junto a alguém
do grupo, economizei muito com a ida e vinda do táxi no trajeto hotel/festival/hotel
quando fui acompanhado de um grupo que estava no mesmo hotel.
O festival já passou, o show ‘ficou pra trás’, mas o Grupo
no Facebook ainda está a todo vapor. Tópicos novos com historias (muitas delas
engraçadas) continuam a surgir diariamente, infelizmente as letras de teclado
escondem o sotaque de cada um, mas revela descaradamente a vontade de se
encontrarem novamente.
Até a próxima!
P.s. Pensando bem, o Grupo no Facebook parece ser uma versão nacional do Cruzando o País:)
Passei alguns minutinhos (ok, não devia ser no diminuitivo,
mas sim no aumentativo) analisando os 4 shows do Pearl Jam (que fui) e cheguei
a números interessantes (que não vai levar a nada).
Vejam bem – e não se percam -, nos 4 shows (Curtiba 05/ Rio
11/ SãoPaulo 13/Buenos Aires 13) o Pearl Jam tocou 109 musicas. Uma media de
27,25 musicas por show. O show com mais musicas foi o do Rio: 30 e o menor foi
de BsAs: 25.
Das 109 musicas, apenas 10 delas estão em todos os 4 shows (pouco
mais de 10%).
4 canções apareceram em 3 shows e 13 foram lembradas em 2
deles.
31 musicas foram tocadas apenas uma vez (quer dizer, mais
que um set list completo só com ‘novidades’)
Resolvi também fazer uma comparação dos dois últimos shows
que fui: São Paulo e Buenos Aires (os shows foram com uma diferença de 3 dias)
e vi que 52 musicas foram tocadas nesses dois shows. 15 canções foram tocadas
nas duas cidades.
Outra loucura de comparação foi sobre qual show dos 4 teve
mais musicas sem que essa canção fosse tocada em nenhum outro dos 4 shows (entenderam?).
O show de Curitiba foi o mais ‘autêntico’ (das 26 do show),
12 musicas não foram repetidas em nenhum outro show.
Já o Rio, das 30 do set list, 10 só tocaram na cidade
maravilhosa (estaticamente/proporcionalmente falando, Rio leva vantagem sobre
Curitiba)
Em São Paulo, 6 musicas (das 27 do show) não foram repetidas
nas outras apresentações.
Buenos Aires ficou com 4 musicas exclusivas.
Além disso, não posso deixar de registrar os covers, como
não? Bandas como Ramones, Pink Floyd, Neil Young, The Who e MC5 tiveram
gravações em formato ‘Jammer’.
E agora a estática mais inusitada: apenas uma musica está
sempre na mesma posição na grade do show, Yellow Led Better, sempre sendo a
ultima de cada apresentação.
Após isso tudo, vamos dar nomes aos bois?
Even Flow, Alive, Better Man,Corduroy,
Black, Do The Evolution, Given to Fly, I Believe in Miracles, Jeremy e Yellow
Led Better são as musicas tocadas em todos os shows.
Daughter, Rearviewmirror, Small
Town e Got Some, essas são que foram tocadas em 3 shows.
Not For You, Free World, Lukin, Save
You, Wishlist, Animal, Just Breathe, Why Go, Interstellar Overdrive, Nothingman, Unthought Known, State of Love and Trust e Go, aqui é a lista
das que foram lembradas em 2 shows.
Release,
In Hiding, Deep, Hail, Hail, I Got Id, Comatose,
Olé, Insignificance, World Wide Suicide, Baba O´Riley, Last Exit, Blood, Faithful,
Habit, Immortality, The Fixer, Come back, Of The Earth, Mother, Indifference, Dissident, Sad, Grievance, Down, Once, Porch,
Last Kiss, Spin the Black Circle, Kick of the Jam, Whipping e Glorifield G,
essas foram tocadas apenas uma vez.
Bom, deu pra pirar ou
esclareceu alguma coisa? rs.
Acho que com isso fica
evidente como são diferentes os shows do PJ, mesmo quando tem shows próximos,
como os de Sampa e BsAs, quando apenas 15 repetiram de 52 tocadas, mostra como
a banda está sempre em mudança quando o quesito é set list. Ah, e não acabou... Nos 4 shows, devo ter bebido (antes, durante e depois) uns 2 (ou 3) copos de cerveja. Apenas o show de São Paulo não fui com a Adelana e nem com um amigo de longas datas (fui com recém conhecidos do Facebook, que devo falar sobre isso mais a frente). Paulo Cabeça e Dani foram outras duas pessoas que nos acompanharam (show do Rio e Curitiba, respectivamente) Espero refazer todas essas anotações após a próximaturnê...
Olhei de relance quando postei o ultimo texto (sobre o novo
cd do Stone Gossard) para a parte de configurações do blog e vi que aquela era
a postagem nº 199, e essa, claro, é a de número 200.
Quando o blog chegou a postagem número 100, também deixei registrado
aqui o feito. De forma bem tímida (tímida até demais, diga-se de passagem), mas
registrei. Na época da postagem 100, no dia 20 de Outubro de 2012, o blog
estava com 15 meses no ar. Da postagem 100 para a 200, foram mais 6 meses (bem
mais atualizações, por sinal).
O blog criou uma nova maneira nessa atual turnê, passei a
dar um valor a mais a viagem em si. Na verdade esse foi sempre a ideia do blog,
registrar as novidades em relação ao Pearl Jam somando a expectativa da chagada
dos shows e toda a magia das viagens. Porem percebo que esses dias em Sampa e
Buenos Aires estão sim mais valorizadas em comparação a ida ao Rio de Janeiro (lembrando que
o blog da época da viagem a Curitiba em 2005 está desativado).
E a valorização
fez surgir um novo marcador: Turistas (que fica no menu lateral junto a outros
marcadores).